Do IHU-Online

 

O Atlas dos Impactos da UHE Belo Monte Sobre a Pesca chega no momento que o corpo técnico do Ibama desaprovou a efetividade das condicionantes da Licença de Operação de Belo Monte.


O Atlas traz um recado claro: não se pode admitir que o Ibama autorize a operação da usina sem a devida compensação de pescadores indígenas e ribeirinhos pelos danos sofridos desde o início da instalação da usina.

A publicação aponta omissões do monitoramento de impactos feito exclusivamente pelo empreendedor. Relatórios emitidos pelo empreendedor concluem que a pesca no Rio Xingu não sofreu impacto em decorrência da usina.


Os pescadores indígenas e ribeirinhos de toda a região confirmam que o peixe está sumindo rapidamente em meio à água que está mais turva, às luzes das obras que ficam acesas à noite e às explosões de dinamites.


Excluídos do mapa de compensações do licenciamento ambiental, os atingidos ganham voz no Atlas, narram disputas entre pescadores tradicionais por recursos, áreas de pesca desaparecidas e condições alarmantes de insegurança alimentar e extinção do modo de vida.

O Atlas foi realizado através de uma parceria com as colônias de pescadores de Altamira e Vitória do Xingu, Associação Yudjá Mïratu, da Volta Grande do Xingu (AIMIX), Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da Universidade Federal do Pará (NAEA/UFPA) e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A publicação foi lançada na cidade de Altamira com a presença dos organizadores da publicação, presidentes da colônia de pescadores de Altamira e Vitória do Xingu e pesquisadores convidados.