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Da Página do MST 


Cerca de 100 famílias Sem Terra ocuparam, na manhã deste domingo (27), a Fazenda Nova Esperança, no município de Brejo da Madre de Deus, à 200 quilômetros de Recife (PE).


A fazenda de cerca de 2 mil hectares é propriedade da família do ex-deputado do Partido Progressista (PP), Pedro Corrêa, condenado por corrupção no processo do mensalão, que cumpre pena em regime fechado desde 2013, e investigado pela Operação Lava Jato, que apura casos de desvios e corrupção na Petrobras.


De acordo Francisco Terto, da coordenação nacional do MST, os Sem Terra ocuparam a área para chamar atenção sobre a atual situação da Reforma Agrária no país.


“Pensamos essa ocupação para chamar atenção das autoridades e pressionar os órgãos responsáveis para paralisação da Reforma Agrária em todo o país. Essa é uma área emblemática, improdutiva e que pertence a uma família que sempre usou o latifúndio como forma de fazer política”, afirma. 

 

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Corrêa foi condenado por corrupção no mensalão e é investigado na Lava Jato.

Para Terto, é inadmissível que a família Corrêa domine a política do estado por meio da concentração de terras. Sobre as alegações por parte da família do ex-parlamentar, que atribui a ocupação às tratativas que Corrêa está fazendo para fechar um acordo de delação premiada com a Justiça no âmbito da Operação Lava Jato, Terto é taxativo.


“Essa é uma ocupação que não tem ligação com o governo federal, não existem nenhum partido por trás como acusa a família Corrêa. A área de 2 mil hectares estava abandonada e seguia sem produção. Não podemos permitir mais o acúmulo de terras por famílias que detém toda sua fortuna construída no latifúndio", destaca. 


Denúncias 


O ex-deputado Pedro Corrêa recebeu um mandado de prisão pela 11ª fase da Operação Lava Jato em abril deste ano. 


Na época ele estava no Centro de Ressocialização do Agreste, em Canhotinho, Agreste de Pernambuco, onde cumpria pena em regime semiaberto por condenação no processo do mensalão.


No mesmo mês, o ex-parlamentar foi transferido para a penitenciária de Curitiba, no Paraná. 


Ele responde pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Nas investigações sobre o esquema de corrupção na Petrobras, ele teve o nome citado pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa, como recebedor de propina de R$ 5,3 milhões.


Em 2012 Pedro Corrêa foi condenado a 7 anos e 2 meses de prisão no processo do mensalão por ter recebido dinheiro em troca de apoio político. 


Em 2001 a filha do ex-deputado, Aline Corrêa também foi indiciada por prática do delito de apropriação indébita previdenciária.


A parlamentar foi denunciada como uma das responsáveis pela administração da empresa Caminhoneiro Veículos Ltda, e ter efetuado o desconto da contribuição previdenciária dos empregados da empresa e não ter repassado ao fisco, relativamente ao período de agosto de 2000 a outubro de 2001.