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Da Página do MST


Estão sendo inúmeras as mensagens de pessoas se solidarizando com o membro da coordenação nacional do MST, João Pedro Stedile, após ser insultado no aeroporto de Fortaleza (CE), na noite da última terça-feira (22).


A eles, Stedile tem afirmado que “a solidariedade é a mais bela qualidade do ser humano”.


Chico Buarque de Hollanda, o ex-ministro das comunicações, Franklin Martins, Anita Prestes, Frei Beto, o cantor uruguaio Daniel Viglieti, o economista Márcio Pachmann e dezenas de organizações de todo o mundo são apenas algumas das pessoas que se manifestaram até o momento.


Nesta quarta-feira (23), um grupo de senadores subiram na tribuna para também manifestar sua solidariedade ao episódio. O Senador Roberto Requião (PMDB - PR) disse que temos que “ser tolerantes com os conflitos e as crises sociais, mas a tolerância só não pode suportar a intolerância. Isso tem que ter um fim. A mais absoluta e completa solidariedade ao amigo e companheiro Pedro Stédile”.


O senador Lindbergh Farias (PT - RJ) colocou a necessidade de se apurar o ocorrido. “É preciso aqui responsabilidade, inclusive porque esse episódio do Ceará não é um episódio qualquer. Quem esteve à frente, organizando e divulgando nas redes, tem nome, chama-se Paulo Angelim e é filiado ao PSDB”, disse.


O Senador Paulo Paim (PT - RS)  afirmou que Stedile “é um intelectual, um pensador que expressa o seu ponto de vista, claro, sempre do lado dos sem-teto, dos sem-terra, dos mais pobres, daqueles que mais precisam. Quem pensa diferente que pense; agora, agressão, não. Intolerância, não podemos admitir de jeito nenhum.


Além destes, os senadores Humberto Costa (PT – PE), Fátima Bezerra (PT - RN), Antonio Carlos Valadares (PSB - SE) e José Pimentel (PT – CE) também se manifestaram.


No manifesto divulgado por diversas organizações sociais e personalidades, no entanto, os movimentos atentam para o fato de que “a agressão sofrida pelo companheiro Stedile, não se limita a um ataque individual, ou somente ao MST. Esta agressão só pode ser compreendida como parte de uma ofensiva conservadora da direita na sociedade que busca criminalizar e intimidar todos/as aqueles/as que lutam por um Brasil justo e soberano.”