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Por Catiana de Medeiros
Da Página do MST


Entre os dias 12 e 13/09, a  juventude Sem Terra do MST uma oficina sobre Comunicação Popular, no Instituto Educar, em Pontão, na Região Norte do Rio Grande do Sul.


No primeiro dia de atividades, Solange Engelmann, da coordenação nacional do setor de comunicação do MST, trabalhou com os jovens, através de vídeos e debates, sobre a Democratização da Mídia e a Comunicação Popular.


“O objetivo foi levar informações à juventude assentada das áreas de Reforma Agrária para que ela compreenda o funcionamento da mídia e desenvolva alternativas para enfrentar o monopólio dos meios de comunicação e novas formas de se comunicar com a sociedade ”, explica Solange.


Em práticas no domingo, os jovens usaram a criatividade e produziram Fanzines, pautando questões sociais e resgatando a história de luta do MST pela conquista da terra. Eles também identificaram outras ações que podem ser desenvolvidas nos assentamentos para promover a comunicação interna e o diálogo com a sociedade, como rádios comunitárias, jornais informativos e blogs, além de atividades artísticas e culturais.


Para Aline Lemos de Matos, 18 anos, do Assentamento Libertação Camponesa de Não-Me-Toque, a oficina também ajudará a juventude Sem Terra na missão de repassar o aprendizado e o conhecimento de geração para geração, além de promover o debate sobre a atuação da mídia em meios escolares.


“Hoje existe bastante preconceito em relação ao MST, pois muitas pessoas nos julgam como baderneiros e vagabundos, mas não é assim. Nós temos um objetivo, que é ter terra para poder plantar e tirar dela o nosso próprio sustento, sem prejudicar ninguém. Então a oficina nos ajudará a levar a diante esse debate, que é tão importante para o movimento, e a pensar novas alternativas de comunicação para desenvolver em nossos assentamentos e com a sociedade”, declara Aline.


De Olho na Terra


O projeto De Olho na Terra é fruto da parceria entre o MST da Região Sul do Brasil e a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Ele prevê dez oficinas até o final de 2016 e está sendo executado pelo MST através dos setores de Comunicação, Cultura e Juventude. A de Comunicação Popular, em Pontão, foi a primeira realizada no Rio Grande do Sul.


De acordo com Solange, o objetivo do projeto é empoderar a juventude Sem Terra através de debates e oficinas para trabalhar o campo da Tecnologia de Informação e Comunicação, e criar alternativas para construir práticas de comunicação, cultura e arte popular a partir da realidade dos assentamentos.