Da Rede Brasil Atual

 

É realizado hoje (4) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais o Encontro Nacional e Popular pela Constituinte, que reúne cerca de mil ativistas e marca um ano da realização de plebiscito popular, quando quase 8 milhões de pessoas disseram “Sim” à Reforma Política por meio de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político.


"A reforma política não pode se restringir a uma pequena reforma do sistema eleitoral, o que queremos e lutamos é por uma reforma política ampla e que atenda os anseios populares", afirmou o ativista da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma Política, José Moroni, referindo-se à reforma que encontra-se em tramitação no Congresso.


Na quarta-feira (2) o Senado aprovou o projeto de reforma que já havia passado pela Câmara, apresentando como principal mudança a proibição de as empresas e demais pessoas jurídicas doarem dinheiro aos candidatos e aos partidos políticos. Pela proposição do Senado, somente as pessoas físicas estão autorizadas a contribuir até o limite do total de rendimentos tributáveis do ano anterior ao repasse dos recursos. Mas para entrar em vigor, essa regra deve ser mantida pelos deputados federais e sancionada pela presidente da República.


"Temos que defender os direitos, lutar contra retrocessos, mas precisamos ter propostas para dialogar com o povo brasileiro e a Constituinte nos dá essa resposta", disse a ativista Paola Estrada, da Campanha da Constituinte, no encontro em Belo Horizonte. "O aumento do conservadorismo também significa retrocesso em relação aos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres além do aumento do machismo e misoginia", disse Maria Julia, da Marcha Mundial das Mulheres.


"Os nossos grandes desafios são reorganizar as forças populares progressistas de esquerda do país e a luta contra a política econômica e ofensiva neoliberal", afirmou o membro do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), Alexandre da Conceição.