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Do Coletivo de Comunicação do MST na Bahia
Da Página do MST


Com objetivo de aprofundar o debate da agroecologia nas escolas de assentamentos e acampamentos do MST, a juventude Sem Terra realizou, na última terça-feira (18), a 1° Caminhada Agroecológica da Escola Municipal Anderson Franca, no Assentamento Jaci Araújo, em Prado, extremo sul da Bahia.


A caminhada contou com a participação do Assentamento Jaci Rocha e dos técnicos da equipe da Escola Popular de Agroecologia e Agrofloresta Egídio Brunetto.


Para Elielson Loures, técnico da escola popular, “as práticas agroecológicas são fundamentais para garantir uma vida mais saudável, e nossa juventude precisa conhecer de perto os métodos adotados na produção destes alimentos”.

 

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A caminhada se iniciou no Assentamento Jaci Rocha, passando por três cachoeiras. No trajeto, a juventude analisou o solo, a produção dos assentamentos e algumas paisagens naturais da localidade.


Um dos espaços visitados durante o percurso foi a Gruta do Morcego, que possui uma variedade de animais silvestre. O contato com a biodiversidade só foi possível por conta do reflorestamento realizado na área pelas famílias Sem Terra.


Agroecologia e Educação


A caminhada foi construída para proporcionar uma vivência na formação de consciência e construção ideológica dos jovens sobre o uso da terra e dos recursos naturais. 


De acordo a estudante Brenda, “a atividade conseguiu propor à juventude uma reflexão mais prática sobre a natureza e os cuidados que devemos ter na produção de alimentos”. 


“A sociedade precisa compreender que o campo é um lugar de transformações, e se quisermos uma vida melhor é necessário adotar a agroecologia como matriz produtiva”, enfatizou Brenda.

 

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Já Fabrício, técnico do Assentamento Antônio Araújo, disse que “a agroecologia cumpre o papel de produzir alimentos, e nossa juventude precisa protagonizar e organizar a produção nos assentamentos”.


Os Sem Terra ressaltaram sobre a necessidade de se construir um modo de produção baseado na agroecologia, em contrapartida ao modelo capitalista na agricultura, sob a base da concentração de terras, no uso intenso de agrotóxico e na exploração da natureza.


A caminhada se encerrou com um momento místico e reflexivo sobre o ser humano e sua relação com natureza, provocando o debate e fortalecendo a produção sem agrotóxicos nos Assentamentos do MST.