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Por Phillyp Mikell
Da Página do MST


Nesta quinta-feira (20), as mobilizações em Pernambuco atingiram as principais cidades do estado do Sertão ao Litoral. Recife, Caruaru e Petrolina assistiram a marcha vermelha do povo nas ruas. Vinte mil pessoas saíram em defesa da democracia no Recife, 500 na capital do Agreste e 300 em Petrolina.


As principais bandeiras eram as mesmas do restante do país: em defesa da democracia e da Petrobras, contra o ajuste fiscal e as medidas reacionárias do Congresso Nacional, pela Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político e a democratização dos meios de comunicação.


Durante a mobilização muitas destacaram o surgimento da nova frente de esquerda no Brasil, a Frente Brasil Popular, que reúne diversas organizações da classe trabalhadora.

 

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Francisco Terto, da coordenação nacional do MST em Pernambuco, disse que o ato foi “um marco histórico no reagrupamento da esquerda no Brasil. Ele serviu para construir um novo instrumento político para impulsionar a luta política, economia e as mudanças sociais”, acredita


Terto acredita que a mobilização também demonstrou a maturidade da esquerda e uma nova cultura política frente à ofensiva da direita, representada no pacote econômico de Joaquim Levy e no de Eduardo Cunha, “que representam um retrocesso para o país.”


Terto também destacou que o ato apontou a necessidade da construção de um Projeto Popular para o Brasil, e reafirmou os limites do sistema político brasileiro, que para ele seria uma herança da ditadura militar e que atenderia aos interesses dos empresários. 


A bandeira da Constituinte, inclusive, se colocou no centro aglutinador dos movimentos populares, demonstrando ser uma pauta imprescindível para abrir caminhos para as reformas estruturais, seja no âmbito da política, economia ou na sociedade.