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Por Paulo Henrique
Da Página do MST


Mais de 6 mil camponesas e camponeses estiveram presentes no Grito da Terra, em Recife (PE), na tarde desta quarta-feira (20).


Os trabalhadores rurais seguiram em marcha até o Palácio das Princesas, sede do governo estadual, onde realizaram um ato político. Uma comissão foi recebida para uma reunião com representantes das secretarias de Agricultura, Casa Civil, Saúde e Defesa Social.


A proposta é abrir diálogo com a gestão do governador Paulo Câmara (PSB), que embora tenha destacado durante sua campanha a continuidade da política voltada para o campo adotada pelo ex-governador Eduardo Campos, o estado passa por uma nova conjuntura política e econômica que coloca em incerteza essa continuidade.


Neste sentido, os camponeses pretendem cobrar do governador um retorno sobre a pauta de reivindicações entregue no dia 27 de abril, e que continham 38 itens prioritários.


Dentre as pautas principais, os movimentos sociais destacaram o acesso à água, à terra e condições para a produção e comercialização da produção camponesa, tanto nas regiões semiáridas quanto nas Zonas da Mata.


Para Jaime Amorim, do MST em Pernambuco, “este já o maior Grito da Terra de Pernambuco. Não só pelo grande número de camponeses e camponesas, mas pela união entre os movimentos sociais, o que nos dá ainda mais força”.