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Da Página do MST


O deputado Eduardo Cunha (PMDB), presidente da Câmara Federal, foi recebido com protesto na sede da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul (FIEMS), em Campo Grande, nesta sexta-feira (24). organizado pela classe trabalhadora do campo e da cidade.


Para Jonas Carlos da Conceição, dirigente do MST, mais uma vez Eduardo Cunha deixou claro de que lado está ao realizar uma sessão "itinerante" na Federação patronal dos grandes empresários de MS.


Segundo Conceição, supostamente o objetivo era para falar com o povo e ouvir a população, mas havia uma lista fechada de convidados, que “com certeza não é o interesse dos trabalhadores que será debatido”.


“Estamos em apoio a classe trabalhadora do campo e da cidade para dizer que somos contrários as ações que estão sendo tomadas pelo atual Congresso Nacional, e em especial pela presidência da Câmara Federal", afirma.

 

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Para ele, a mão de obra terceirizada é usada para tentar fugir das responsabilidades trabalhistas. “No meio rural já sabemos que a regularização da terceirização irá favorecer o trabalho escravo, uma luta histórica do MST”.


Conceição lembra que entre 2010 e 2014, cerca de 90% dos trabalhadores resgatados nos dez maiores flagrantes de trabalho escravo contemporâneo eram terceirizados, conforme dados do Ministério do Trabalho e Emprego.


“Casos como esses já acontecem em setores como mineração, confecções e manutenção elétrica. Com a nova lei, ficará mais difícil responsabilizar empregadores que desrespeitam os direitos trabalhistas, porque a relação entre a empresa principal e o funcionário terceirizado fica mais distante e difícil de ser comprovada", ressalta.


Criminalização


De acordo com Alexandre Sabala, que também é dirigente do MST/MS, a tentativa de criminalização dos movimentos sociais e sindicais por parte do parlamentar também é digno de repulsa da classe trabalhadora.


"Os movimentos sociais e sindicais estão aqui batalhando pelos direitos dos trabalhadores brasileiros. Estamos aqui porque historicamente sempre fizemos essa luta e isso precisa ser respeitado", rebate Cunha, que chegou a firmar que os manifestantes estavam sendo pagos para fazerem o protesto.


Os manifestantes ficaram a manhã toda do lado de fora da FIEMS, cercados por grande aparato policial e sem poder se aproximar da sessão da "Câmara Itinerante- O Parlamentar se Encontra Aqui”.