Por Marcos Lima
Da Página do MST


Em cumprimento as atividades da Jornada Nacional de Lutas, o MST da Paraíba ocupa desde o último dia (14),  a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). O Sem Terra pretendem prosseguir acampados até o próximo dia (24).


O objetivo da ocupação é cobrar do governo federal o assentamento imediato das mais de 130 mil famílias no Brasil que vivem em baixo das lonas, das quais 3.200 só na Paraíba.


Já do governo do estado, está sendo cobrada a construção de escolas no campo, a desburocratização e implementação do Crédito Apoio Mulher e do Programa Terra Sol.


Os manifestantes também se reuniram na sede da Caixa Econômica Federal e da Companhia Nacional de Abastecimento - Conab.


Na Conab o Movimento cobrou explicações sobre o Programa do Milho, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) .


“Ouvimos o mesmo discurso da falta de recurso. Este já não nos convence mais. Se há uma crise precisamos de soluções”, afirmou Dilei Aparecida, da direção estadual do MST.


Durante a ocupação estão sendo desenvolvidas atividades sobre a conjuntura brasileira; programa de reforma agrária do Movimento e a divulgação do vídeo do 6º Congresso dos 30 anos do MST.


“Precisamos estar atentos aos acontecimentos políticos e econômicos que ocorrem no Brasil. E o MST tem contribuído de forma efetiva no processo de transformação social”, disse o professor e doutor em economia, José Heleno Rotta.         


Na Paraíba estão assentadas 7 mil famílias, participam das atividades mais de 1,5 militantes.


Paralelo a ocupação o MST ainda fez unidade com a luta das Centrais Sindicais, que ocuparam as ruas, e, com a resistência dos Movimentos Urbanos contra o Projeto de Lei 4330.