Por Fábio Reis
Da Página do MST


Nesta sexta-feira (17), cerca de 1000 trabalhadores e trabalhadoras sem terra dia realizaram trancamentos de rodovias e pedágios no estado de Santa Catarina.

 

O dia internacional de luta pela terra começou com o trancamento de pedágio no município de Correia Pinto, com cerca de 300 integrantes. Na região de Monte Carlo, a BR 116 foi trancada por cerca de 300 pessoas. No município de Canoinhas,  pela manhã, cerca de 400 pessoas também deixaram fechada a rodovia 280.


No município de Abelardo Luz, região oeste do estado, trabalhadores rurais do acampamento Quide, marcharam em sentido a prefeitura municipal onde estiveram em audiência com o prefeito municipal, Dilmar Fantinelli. Ao passarem pelo fórum do município, as crianças fincaram cruzes, relembrando o massacre de Eldorado dos Carajás. Depois seguiram para a câmara de vereadores.


Além de denunciar a paralisação da reforma agrária e prestar homenagens aos companheiros assassinados no massacre de Eldorado dos Carajás, a mobilização também cumpriu o papel de fazer com que os orgãos públicos municipais se comprometessem em enviar uma monção de apoio ao MST, cobrando a agilidade no processo do assentamento das famílias acampadas no município.

 

Os manifestantes também cobraram do promotor de justiça de Abelardo Luz o encaminhamento de vistoria da área, por parte da polícia ambiental, que já esteve no acampamento, mas identificou apenas alguns crimes ambientais, porém não deu retorno. 

 

 

Segundo Camila Munarini, da direção do MST, "há muitos outros crimes que não foram constatados, pois ficam distantes do local do acampamento. Por isso a polícia ambiental deverá retornar à fazenda com o compromisso de vistoriar toda área, não apenas os oitos hectares ao redor do acampamento".