Da Página do MST


Como parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, o MST na Bahia realizou 11 ocupações em latifúndios do estado na madrugada de hoje (17). A perspectiva é que nos próximos dias esse número se duplique, e até o final do mês totalizem mais de 30 áreas.


As fazendas ocupadas foram: Conjunto São Rafael, situada no município de Nova Ibiá, Fazenda Santa Rita de Juazeiro, no município de Casa Nova, Fazenda Saco da Arara e Marruagem, ambas no município de Santa Brígida, Fazenda Santa Maria, município de Santa Luz, Fazenda Gameleira, município de Teodoro Sampaio, Fazenda da CEPLAC, no município de São Sebastião do Passé, Fazenda São Desiderio e Fazenda São Francisco, ambas do município de São Desiderio.


O resultado destas ações permitiu acampar aproximadamente 2 mil famílias Sem Terra.


Para os integrantes do MST, o mês de abril representa historicamente um momento que marca a luta pela terra, onde denunciasse a violência e impunidade dos crimes ocorridos no campo. Dentre eles, o assassinato de 21 companheiros assassinados no dia 17 de abril em 1996, em Eldorado dos Carajás, no Pará.


Também denunciam o assassinato do trabalhador Fabio Santos, executado diante da família no município de Iguaí, na Bahia. Apesar das diversas evidências, até o momento não foram presos os mandantes e assassinos.


De acordo com os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), no ano de 2014, houve um aumento significativo da violência no campo, transformando trabalhadores e trabalhadoras como alvo principal.


Diante deste cenário, os trabalhadores Sem Terra realizam a Jornada de Luta Nacional pela Reforma Agrária neste mês de abril, em parceria com outras organizações do campo e da cidade, a fim de fortalecer os enfrentamentos contra as ações do capital.


Exemplo disso foi à mobilização das mulheres que aconteceu nos dias 09 e 10 de março contra o eucalipto transgênico, e a marcha do MST na Bahia que mobilizou mais de seis mil Sem Terra, e percorreu durante nove dias 116 km, de Feira de Santana a Salvador.


 “Essas ações permitem a classe trabalhadora acumular forças, para não deixar ocorrer um retrocesso e consequentemente um golpe de estado, e garantem o fortalecimento da luta pela reforma do sistema político e dos meios de comunicação, permitindo assim,, a construção da Reforma Agrária Popular”, afirmou Evanildo Costa, Dirigente Estadual do movimento.