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Da Página do MST


Mais de 600 Sem Terra ocuparam a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), na capital São Luís. Ao longo desta tarde, os trabalhadores rurais esperam a chegada de mais pessoas para se somarem à ocupação.


Na parte da manhã, representantes do MST se reuniram com o superintendente do órgão federal. À tarde, se reunirão com representante do Banco do Brasil, da Caixa Econômica Federal e do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma).


Os Sem Terra permanecem até esta quarta-feira (11) no local, quando sairão em marcha até o Palácio dos Leões, sede do governo estadual do Maranhão, onde pretendem apresentar a pauta da Reforma Agrária ao governador.


Vale


Na segunda-feira, cerca de 420 mulheres do MST e militantes do Levante Popular da Juventude ocuparam a sede da Empresa Vale, no porto da ponta da Madeira em São Luís (MA), uma área em expansão voltada para atender o mercado da mineração.


A ação denunciou os impactos socioambientais provocados pela duplicação do complexo mina-ferrovia-porto.


Segundo os Sem Terra, o projeto tem agredido violentamente aos povos e comunidades tradicionais, acampamentos e assentamentos da Reforma Agrária a partir do saque dos bens naturais, desrespeito aos direitos humanos, apropriação, especulação e concentração de terras.


A mobilização se soma à Jornada Nacional das Mulheres Camponesas, que em 2015 traz o lema: Mulheres em luta: pela soberania alimentar, contra a violência e o agronegócio. A jornada também denuncia a violência e expansão do projeto do capital no campo por meio do agronegócio, hidronegócio e mineralnegócio.