Por Viviane Brigida
Da Página do MST


Cerca de 300 ativistas, entre religiosos, políticos, estudantes e militantes de movimentos sociais, participaram na noite desta quinta-feira (12), em Belém (PA), da celebração dos 10 anos do Martírio da Irmã Dorothy Stang, missionária católica brutalmente assassinada no dia 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, sudoeste do Pará.


O evento aconteceu na praça conhecida como Mártires de Abril, em memória às vítimas de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores e trabalhadoras rurais Sem Terra foram assassinados. No local, também fica o Monumento Coluna da Infâmia, do artista dinamarquês Jens Galschiot.


O ato contra a impunidade no campo também refletiu a situação do monumento na cidade, de pleno descaso e abandono. O que deveria funcionar como um lembrete na história contrariava o próprio significado da escultura, construída para homenagear os trabalhadores.


No entanto, as organizações sociais homenagearam a Irmã Dorothy e a todos os Mártires da Luta pela Terra.


Para Zaira Ferreira, integrante do Comitê Dorothy, o momento foi de esperança. “Esta noite é de celebração, mas também de apoio à luta pela terra, isto é, de reafirmação e apoio à luta por Reforma Agrária e Direitos Humanos no Pará” declarou.


De fato, no semblante de muitos participantes o que se via era a coragem e alegria, pois a maioria daquelas pessoas são engajadas na luta por mudança social, de diversas experiências e das mais variadas idades.


O evento foi encerrado com todos os presentes de mãos dadas numa grande ciranda de celebração à vida.