Da Página do MST


O MST vem a público manifestar seu apoio ao Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins (Sintet), no que se refere à eleição direta para diretores de escola no estado.


Em nota divulgada nesse domingo (7), o MST reitera que “entre as suas bandeiras de luta defende uma educação pública e de qualidade para todas e todos, e que tenha no horizonte a emancipação da classe trabalhadora”.


Entenda o caso


As escolas públicas do Tocantins vem sofrendo com sistemáticas intervenções políticas na escolha de seus diretores e coordenadores.


Segundo o Sintet, a indicação de diretores por deputados, prefeitos e aliados do governo resulta em uma desorganização pedagógica, além da descontinuidade de ações e projetos, distanciamento da comunidade escolar, politicagem desenfreada, perseguições, falta de estímulos no quadro de pessoal e desarticulação do projeto político-pedagógico.


O Sintet pede que o governo do estado cumpra a Lei nº 2.859/2014, que dispõe sobre o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação da Rede Estadual e determina eleição direta para diretor de escola, porém ressalta que o processo seja transparente e tenha a participação da sociedade, como os pais de alunos e a comunidade escolar.


Confira a íntegra da nota:

 

MOVIMENTO SEM TERRA APOIA O SINTET NA DEFESA PELA ELEIÇÃO DIRETA PARA DIRETORES(RAS) DE ESCOLA NO ESTADO


Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra-MST, conhecido e reconhecido como um dos principais movimentos sociais de massa no Brasil que há mais de trinta anos vem travando uma intensa luta pela democratização do acesso a terra (reforma agrária) e transformações nas/das estruturas politicas, econômicas e sociais do país. Neste contexto, se inseri a educação, um dos serviços sociais indispensáveis na formação do ser social que deve estar a serviço da sociedade, cujos desígnios estejam sobre controle da sociedade onde a mesma possa manifestar e definir o melhor caminho a ser seguido.


No estado do Tocantins, atualmente inicia-se um intenso debate em torno da forma como deve ser feito a escolha das diretoras e dos diretores nas escolas estaduais. De um lado temos o movimento sindical que defende a proposta de que a escolha das diretoras ou diretores seja feita (o) pela comunidade estudantil e do outro lado, temos os políticos partidários e seus representantes que defendem que essas indicações continuem sendo feitas por eles próprios.


No estado do Tocantins, lamentavelmente sempre imperou os desmandos políticos dentro das unidades de ensino escolar, operando a serviço dos politiqueiros. Entretanto, atendendo uma antiga reinvindicação do movimento sindical e da comunidade estudantil a atual gestão da educação no Estado do Tocantins resolveu institui essa mudança da qual já enfrenta resistências principalmente por parte dos politicos/politiqueiros – os encabrestadores sociais dos currais eleitorais espalhados nos diversos municípios.


Diante dessa questão, o MST no Estado do Tocantins, que entre as suas bandeiras de luta defende uma educação pública e de qualidade para todas e todos, e que tenha no horizonte a emancipação da classe trabalhadora. Neste sentido parabenizamos o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação no Estado do Tocantins–SINTET, por ter conseguido junto à Secretaria Estadual de Educação-SEDUC essa importante conquista. Dessa forma entendemos que a democracia pode começar avançar para além da propalação. Permitir que os sujeitos se manifestem em questões, administrações, cargos, eventos, projetos e ações que interferem diretamente na sua vida é um exercício importante e salutar que precisa acontecer com mais frequência não só na escola, mas também em outras instituições de atenção social comunitária.


Palmas-TO, 07 de fevereiro de 2015