Da Página do MST
 

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Em solidariedade às mais de 140 famílias que sofreram despejo localizado nas terras improdutivas da Usina Sucroenergética Agrisul Agrícola (unidade Mato Grosso do Sul), o MST trancou as principais rodovias federais do estado na manhã desta sexta (30/1), a BR 267 (Casa Verde), BR 262 (Terenos), BR 163 (Anhandui) e a BR 487 (De Itaquiraí a Naviraí).


Participam da atividade cerca de 300 assentados e acampados em cada ponto de bloqueio. De acordo com o dirigente nacional do MST/MS, Jonas Carlos da Conceição, não há previsão de desbloqueio. “Não podemos aceitar calados o que foi feito ontem, uma ação de despejo irresponsável, que não cumpriu com as normas legais e que abalou muito as famílias que estavam acampadas no Quebra Coco”, afirma.


Segundo Conceição, em nenhum momento, desde o dia 10 de janeiro, quando o movimento abriu o acampamento no local, houve notificação judicial de desocupação da área para o MST. “Todos ficaram sabendo da situação por notícias na imprensa, portanto as famílias não estavam preparadas para desocuparem o local e nem tinham em mente onde montar um novo acampamento”, disse.


A usina Sucroenergética Agrisul Agrícolatra, mais conhecida como Santa Olinda,  está emergida em dívidas trabalhistas no Ministério Público do Trabalho, estimadas em torno de R$ 1 bilhão com bancos, fisco, fornecedores e encargos trabalhistas, além de estar na lista das empresas que utilizaram trabalho escravo.

“Nós estamos nos questionando como que esse mandato de reintegração saiu tão rápido, em um local com tantos problemas judiciais, além do fato de que não houve o cumprimento legal dos procedimentos de notificação. Isso só mostra que o poder público estadual tem lado e isso está bem claro pelo aparato policial do batalhão de choque que foi utilizado”, conclui Conceição.