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Da Página do MST


No berço da sua origem e carregado de poesia, música, simbologia, estudo e planejamento, o MST reuniu, em Cascavel, no Paraná, cerca de 250 pessoas durante o encontro da coordenação estadual do Movimento, entre os dias 9 a 12 de dezembro. 


Durante o ato de encerramento, realizado na sexta-feira (12), ocorreu o espaço de confraternização e comemoração dos 30 anos do MST.


Na ocasião, foi lançado o documentário do 6° Congresso Nacional do Movimento, quando mais de 15 mil Sem Terra se reuniram em Brasília, entre os dias 10 a 15/02, para consolidar as tarefas, desafios e o papel do MST para o próximo período atual.


O ato teve a participação do Deputado Estadual, Professor Lemos (PT), Hermes Silva Leão, da APP- Sindicato, Rodrigo Zancanaro, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Gustavo Red, da Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), e o Vereador de Cascavel, Paulo Porto (PCdoB), entre outros.


Para Roberto Baggio, coordenador do MST no Paraná, há um grande simbolismo em realizar a atividade em Cascavel, nas raízes do MST.


“Esse ato, trás consigo uma grande carga histórica, e nada melhor do que compartilhar com as forças populares, que nesses 30 anos acompanharam e combateram juntos com nós, e por isso nosso reconhecimento e solidariedade ao reafirmar o compromisso de ombro a ombro e seguir nesse caminhada juntos.”


Para o Professor Lemos, durante os 30 anos de luta, o MST tem ensinado muito, e vem sempre mostrando com a força e a coragem o objetivo de lutar por novos caminhos. 


“Eu quero reafirmar o compromisso de seguirmos caminhando por uma transformação, por um novo modelo de produção, e construirmos uma nova sociedade”, disse.


Já Rodrigo Zancanaro, afirmou que “o MST é a grande locomotiva das lutas populares do nosso país, o movimento Sem Terra há 30 anos nos ensina que é necessário que a classe trabalhadora tenha uma linguagem só: da luta de classes contra o capital”.


José Damasceno, membro da direção estadual do MST, assentado na região norte do Paraná, faz parte do Movimento desde 1989, e comenta que 30 anos devem ser comemorados sim, e que as conquistas vão para além da terra, da educação, saúde e produção.


“São 30 anos de construção de valores, de valorização humana, de respeito pela mulher, pelo homem, criança, jovem, independente da sua cor, credo ou opção sexual. Isso são valores socialistas, frutos de uma construção coletiva.”


Damasceno acrescentou que o MST faz o exercício diário da perseverança, teimosia, resistência cultural camponesa, resistência de valores. “Isso tudo é caminhar para a emancipação humana, temos um projeto de sociedade, e vejo que estamos cumprindo nossa tarefa”.


O ato foi encerrado com um almoço da Reforma Agrária, com alimentação cedida pelos assentados da região.


Durante toda a semana os participantes realizaram estudo e planejamento para o próximo ano.