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Por Marcio Zonta
Do Brasil de Fato


Cerca de dez mil pessoas marcharam ontem (10) pelas ruas do centro de Lima, em protesto às falácias da COP -20. Camponeses, indígenas, movimentos sociais e sindicatos de vários lugares do mundo participaram da caminhada.


Ydelson Hernandes, das Rondas Campesinas de Cajamarca acredita que os acordos finais do encontro internacional das grandes potências do mundo, que ocorre no Peru, não estabelecerão metas reais de controle sobre as mudanças climáticas.


“Se a COP 20 fosse realmente para sanar a problemática ambiental no mundo poria fim a tentativa de efetivar o projeto mineiro Conga, em Cajamarca, pois se esse projeto de extração de ouro que já resistimos há muito sua implantação saísse, acabaria com as águas no norte do Peru”, pensa.


A macha fez parte da programação da Cumbre de Los Pueblos, que se encerra hoje com debates sobre o papel dos camponeses, indígenas e trabalhadores da cidade na verdadeira tentativa de frear os estragos ambientais provocados pelo grupos transnacionais na América Latina.


“O capital transfere suas crises para outras partes do mundo, a COP-20 é isso, discutir como expandir essa crise para os países do Sul. Portanto, cabe aos camponeses, indígenas, trabalhadores unir-se, porque eles são os verdadeiros meios para conseguir frear projetos absurdos como Conga e alimentar o mundo, além de preservar as florestas em pé. Os grandes poluidores do mundo, que estão fechado na COP 20 não vai fazer isso”, ressaltou Jorge Perez da Confederação Camponesa Peruana (CPP).


As organizações participantes da Cumbre publicarão na tarde de hoje um documento com os principais e reais pontos de necessidade para inibir as mudanças climáticas, a ser entregue aos representantes dos países na COP-20. Um dos temas centrais será norteado contra o capitalismo verde na agricultura.