Da Página do MST


Nesta quinta-feira (13), diversos movimentos sociais realizam o Dia Nacional de Luta pela Constituinte do Sistema Político. Em ao menos 15 estados do país serão realizados mobilizações exigindo a aprovação do Projeto de Decreto Legislativo que institui um plebiscito oficial para a Constituinte do Sistema Político.


Em São Paulo, organizações sociais como Levante Popular pela Juventude, MST, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Central de Movimentos Populares (CMP), Consulta Popular, Fora do Eixo, entre outras, se concentram às 17h30 na Praça Oswaldo Cruz, próximo ao metrô Brigadeiro.


Ao mesmo tempo, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) se reúnem no vão livre do MASP, na Avenida Paulista. Após a concentração em cada local, todas as organizações se encontram em um único ponto, e finalizarão o ato na Praça da Sé.


Além da Constituinte pela Reforma do Sistema Político, a marcha também reivindica reformas estruturais como Urbana, Agrária, Tributária e a democratização dos meios de comunicação.


Para as organizações, o ato unificado tem como objetivo demonstrar a força dos movimentos sociais na luta pela Constituinte, que seria a única maneira de se conseguir as demais reformas estruturais na sociedade brasileira.


Histórico


Após a consulta popular que resultou em mais de 7,7 milhões de votos a favor de uma constituinte exclusiva para reformar o sistema político, entre o dia 1° a 7 de setembro, as mais de 400 organizações sociais pedem agora que o Congresso Nacional convoque um plebiscito oficial. 


Já está protocolado na Câmara um decreto legislativo, de autoria dos deputados Luiza Erundina e Renato Simões, que convoca uma assembleia constituinte exclusiva para a reforma política. 


Se o projeto for aprovado, os eleitores irão às urnas para dizer sim ou não à mesma pergunta realizada no plebiscito popular: “Você é a favor de uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político?” 


Para a Secretaria Operativa Nacional do Plebiscito Constituinte só por meio dessa união será possível convocar um assembleia constituinte para realizar a verdadeira Reforma do Sistema Político. 


“Sabemos que o PDL (Projeto de Decreto Legislativo) que traduz a nossa proposta só será aprovado com muita luta e mobilização social, pois fere os interesses e privilégios dos que se beneficiam do atual sistema político.”