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Da Página do MST
Do Setor de comunicação MST/RS

Fotos: Escola Antônio Conselheiro


A Escola Estadual de Ensino Médio Antônio Conselheiro, localizada no assentamento Bom Será, em Santana do Livramento (RS), será uma das finalistas da Mostra Brasileira e Internacional de Ciência e Tecnologia (Mostratec), que acontece de 27 a 31 de novembro, em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul.


A escola se classificou com o projeto “Construindo Caminhos para a Valorização do Espaço em que Vivemos”, desenvolvido desde o ano passado, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e várias comunidades do campo. 

 

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O objetivo do projeto foi nomear as estradas dos dez assentamentos atendidos pela escola, para melhorar o acesso das famílias aos serviços públicos, como transporte escolar, correio, telefone e a comunicação com as outras comunidades do campo e os centros urbanos.


Segundo a diretora da Escola, Carmem Willes Vedovatto, a partir do projeto a escola iniciou um processo coletivo com as comunidades assentadas para que fossem escolhidos nomes com relevância histórica para os sujeitos assentados, que identificassem as estradas rurais.


“Fizemos um processo de estudo da realidade e registro da memória das comunidades do campo, na tentativa de construção de uma postura de pertença e identidade das crianças e jovens e valorização do espaço que vivem”, relata Carmem.


O projeto foi premiado em primeiro lugar no eixo tecnológico do Ensino Médio, durante a Feira Estadual das Escolas do Campo (Fecitec), e em segundo lugar na Feira Regional de Ciência e Tecnologia, ambas realizadas este ano.


Após o debate com a comunidade assentada e a apresentação do projeto na Câmara Municipal de Vereadores, durante audiência pública, o projeto foi aprovado faltando somente à assinatura do prefeito Glauber Lima (PT) para que seja sancionado.


Contexto


A construção do projeto articulou os conhecimentos e saberes trabalhado na escola com a realidade dos assentamentos, envolvendo todos os ciclos e faixas etárias dos educandos no desenvolvimento das atividades.


Brenda Mendes de Oliveira, de 11 anos, da 5ª série, conta que a participação no projeto possibilitou o acesso ao histórico das comunidades assentadas, e com isso os educandos aprenderam a valorizar mais os espaços em que vivem.


“Aprendi um pouco mais sobre a história de assentamentos próximos que não conhecia. A gente foi nos assentamentos, conversou com as pessoas sobre como eram os apelidos das estradas e depois decidimos juntos os nomes”, explica Brenda.

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A professora, Roberta Maciel Lucas, conta que os educandos fizeram um levantamento das estradas, do histórico de cada assentamento, elaboração de mapas das estradas que ligam os assentamentos à escola e a consulta com as famílias assentadas para a escolha dos nomes.


A escola trabalha os ensinos fundamental e médio politécnico, e atende cerca de 200 educandos que vivem em dez assentamentos da região.


O Projeto envolve os moradores da comunidade do Itaquatiá e dos assentamentos Bom Será, Liberdade no Futuro, Capivara, São João do Ibicuí, Paraíso II, Seguidores de Che, Santa Rita II, Santo Ângelo e Roseli Nunes.