Por Monyse Ravenna
Campanha contra os Agrotóxicos e pela vida – Pernambuco

 

Aconteceu na noite da última segunda-feira (13), em Recife (PE) uma ação de denúncia do uso e comercialização de produtos cultivados com agrotóxicos. O ato foi organizado pelo Comitê Permanente da Campanha Contra os Agrotóxicos e Pela Vida que realizou um adesivaço no supermercado Bom Preço, da rede internacional Walmart,  no intuito de alertar e chamar atenção dos\as consumidores\as presentes no supermercado.  Os adesivos foram fixados em frutas, verduras e produtos industrializados com a mensagem “Agrotóxico Mata”. 

O adesivaço foi seguido por uma aula pública na praça em frente ao supermercado. Participaram desse momento Idê Gurgel, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e de Alexandre Pires, coordenador do Centro Sabiá. Idê destacou o perigo que os agrotóxicos oferecem para os trabalhadores e trbalhadores e também para os consumidores e consumidoras, “Os agrotóxicos matam o trabalhador rural, mata o consumidor. Nós nos alimentamos disso e podemos adoecer. Esse alimentos produzidos com agrotóxicos são advindos do latifúndio que explora a mão de obra dos trabalhadores” 

Para Alexandre, situou a agroecologia como uma forma de produção de alimentos construída a partir do conhecimento tradicional de agricultores e agricultoras e abordou a necessidade do diálogo entre campo e cidade sobre essa temática. “Nós precisamos construir uma aliança entre campo e cidade e Alimento é a palavra chave nessa aliança”, conclui.

O ato e a aula pública ocorreram na semana mundial da alimentação (13 a 17 de outubro) promovida todos os anos pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e a Agricultura (FAO) que em 2014 tem como tema “Preço dos alimentos – da crise à estabilidade”.

Agrotóxico Mata! 

O Brasil está entre os primeiros países do mundo no consumo de agrotóxicos. Aqui, os venenos têm ampla isenção de impostos o que incentiva ainda mais o seu uso. O plantio de alimentos transgênicos aumentou muito o uso de agrotóxicos no país. Também no Brasil o uso de venenos como o 2,4D, Gilfosato e Atrazina tem o uso liberado, diferente de em outros países do mundo. 

Em Pernambuco, alimentos como pimentão, repolho, couve flor, uva e alface tem o nível de agrotóxicos bem acima dos limites autor