Do Brasil de Fato


Na última sexta-feira (3) o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) publicou uma nota de esclarecimento referente às acusações realizadas pela rede de comunicação RBS que relacionou o movimento a supostos desvios de créditos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF).


Num dos pontos da nota, o MPA diz achar estranho que essa denúncia tenha sido “divulgada pelos órgãos da RBS, justamente a dois dias das eleições, com o intuito claramente eleitoral, pois seus ex-funcionários são candidatos ao governo e ao senado”.


Mesmo que os fatos ainda não tenham sido provados, a direção do MPA quando tomou conhecimento de reclamações envolvendo a ASPAC, orientou que a mesma resolvesse tais problemas e impediu que a associação continuasse acessando créditos através dos agricultores vinculados ao Movimento.


Segua abaixo a íntegra da nota:


Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)


Nota de Esclarecimento do MPA-RS


Diante das denúncias contra o Movimento dos Pequenos Agricultores envolvendo os Municípios de Santa Cruz do Sul e Sinimbu, em suposto desvio de crédito rural do Pronaf, a Direção Estadual do MPA vem esclarecer seus membros, apoiadores e sociedade em geral.


1º -O MPA estranha muitíssimo esta denúncia ser divulgada pelos órgãos da RBS, justamente a dois dias das eleições, com intuito claramente eleitoral, pois seus ex-funcionários são candidatos ao governo e ao senado.


2º -O MPA nega qualquer envolvimento com qualquer tipo de irregularidade ou desvio de crédito doPRONAF. O MPA lutou muito para conquistar este crédito e zela por seu correto uso.


3º -As irregularidades alegadas envolveriam a ASPAC–AssociaçãoSantacruzense de Pequenos Agricultores Camponeses -que atuou no Município de Santa Cruz do Sul e Sinimbu.


4º -A direção estadual do MPA tomou conhecimento de reclamações em relação a ASPAC, sendo a mesma orientada a resolver estes problemas e como medida de precaução, a ASPAC ficou impedida de continuar acessando crédito com agricultores vinculados ao Movimento.


5º -Posteriormente o Banco do Brasil procurou o MPA Estadual para analisar a situação da alta inadimplência nos dois municípios e da forma de liberação de crédito, através da Associação. O MPA estadual afirmou não concordar com esta prática que está sendo denunciada. A orientação do MPA é o repasse na conta do agricultor ou do fornecedor. O BB informou que determinaria a estas agências a não mais proceder desta forma, com total apoio do Movimento.


6º -O MPA alerta a sociedade que nesta região fumageira é prática comum as indústrias fumageiras e as instituições ligadas ao setor tomarem crédito em nome dos agricultores nos bancos.


7º -Caso tenha havido irregularidades entre a ASPAC e seus associados, uma vez provadas, cabe as medidas necessárias após a devida identificação dos fatos e dos responsáveis. O MPA Estadual não pré-julga ninguém porque não é sua função e as medidas que lhe cabiam foram tomadas tão logo tomou conhecimento suspendendo a ASPAC da possibilidade de acesso ao crédito através do MPA.


8º -O MPA refuta com indignação o uso político eleitoral de fatos não provados, envolvendo o MPA, talvez por sua luta contra a exploração dos pequenos agricultores do Rio Grande do Sul e principalmente nesta região.


9º -O MPA se coloca a disposição das autoridades para qualquer informação ou esclarecimento que julguem necessárias.


Santa Cruz do Sul, 03 de outubro de 2014.


Direção Estadual do MPA -RS