Da Página do MST


Com o objetivo de aprofundar o diálogo entre os Sem Terra da região do Vale do São Francisco (PE) e a Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), representantes do MST se reuniram nesta terça-feira (30) com o reitor da universidade, Julianeli Tolentino de Lima.


Na ocasião, também estava presente o professor do Colegiado de Medicina da Univasf Aristóteles Cardona Júnior, que atua nas atividades de extensão junto às comunidades de assentados. 


A discussão se deu sobre a criação de um projeto de extensão entre a Univasf e os trabalhadores rurais. 


Os Sem Terra ressaltaram a importância da ampliação das parcerias no campo da educação, cultura, arte e saúde. “Queremos levar a construção de conhecimento para os trabalhadores rurais com uma Universidade que dialogue com os camponeses”, disse Ana Emília, do MST. 


Para ela, “a universidade tem que romper seus muros e ir para onde os trabalhadores rurais estão, reconhecer a realidade onde ela está inserida e levar o conhecimento a partir da vida dos trabalhadores da região. Ela tem que cumprir com sua função social”, acredita. 


Na região do Vale do São Francisco, existem 40 assentamentos e 10 acampamentos, onde se concentram em torno de 5 mil famílias que realizam diversas atividades produtivas, como fruticultura, caprinocultura, ovinocultura e cultivo de cereais e que contam com a parceria de órgãos renomados. 


Julianeli Tolentino falou sobre os projetos que a Universidade já possui, como, por exemplo, o projeto de extensão “Horta Orgânica Comunitária”, no qual famílias de produtores cultivam hortaliças, no Espaço Plural da Univasf, em Juazeiro (BA), e comercializam os seus produtos na própria Universidade. 


O reitor recebeu a iniciativa com entusiasmo e disse que será formado um grupo de trabalho com professores da instituição visando à elaboração de um projeto entre a Universidade e os Sem Terra. “A nossa Universidade está aberta para toda a comunidade e nós sabemos que a educação tem transformado a nossa região socioeconômica e culturalmente”, afirmou.