Da Página do MST


Entre os dias 27 a 30 de setembro os Sem Terra da Regional Amazônica realizaram o Seminário Intersetorial Juventude, Cultura e Comunicação, em Marabá (PA).


Jovens dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins debateram e trocaram experiências de ações do coletivo na região, tendo como elementos a análise de conjuntura e discutindo formatos de luta, como agitação e propaganda (Agitrop).


Para o integrante do coletivo de juventude do Pará, Rodrigues, o encontro está garantindo seu objetivo de ajudar na organização dos jovens nos três estados.


É o que acredita também Renan Rubens, do coletivo de juventude do Tocantins. “Este encontro de jovens nos ajuda na valorização e na defesa da região, porque proporciona nossa interação”, acredita.


Durante o seminário foram realizadas oficinas de agitprop, teatro e dança, onde os jovens traçaram perspectivas e desafios para o MST.


A maranhense Dandara Texeira da Silva, que participou pela primeira vez de um encontro intersetorial do Movimento, desejou a realização de outros momentos como este. “Gostei muito, a oficina de agitprop me ensinou ações para o meu assentamento”, afirma a jovem.


Como descreve Ulisses Manaças, da coordenação do MST no Pará, o encontro também reafirma a importância da juventude Sem Terra dentro da organização.


“Este encontro tem um papel central num momento que a juventude camponesa vive sob o cerco das pressões do grande capital e do agronegócio. É preciso dar voz e visibilidade para diversas formas de expressões de resistência da juventude Sem Terra”, declara.