Da Página do MST 


Ela bem que tentou fugir do estigma de ruralista escondendo uma modesta propriedade rural. Mas não conseguiu por muito tempo.


A senadora Ana Amélia (PP), uma das líderes na corrida eleitoral ao governo do Rio Grande do Sul, foi desmascarada e recebeu o honroso título de ruralista.


Ela omitiu ser a proprietária de diversos bens móveis e imóveis por ocasião do registro da sua candidatura junto a Justiça Eleitoral.


A denúncia feita pelo blog Sociedade Política mostrou que a candidata não teria declarado possuir uma pequena fazenda de criação de gado de quase 2.000 hectares de terra, em Formosa, no estado de Goiás. Ela também teria omitido da sua declaração a posse de um terreno de 776 metros quadrados em Brasília, avaliado em R$ 1,4 milhão.


Para além dos bens escondidos, seu próprio currículo público não parece ser muito popular. Ana Amélia Lemos é considerada uma representante máxima da Globo-RBS, ao ter trabalhado como colunista e comentarista do Grupo RBS em Brasília.


Seu partido, o PP, é oriundo do antiga ARENA (partido da ditadura militar) e é viúva de um de seus líderes, Octávio Omar Cardoso.


Seu partido tem entre seus filiados candidatos que defendem abertamente barbaridades reacionárias, como a defesa da pena de morte, como o senador Reditario Cassol (PP-RO) e o Deputado Federal Jair Bolsonaro (PP-RJ).


Ana Amélia foi uma das autoras da PL 728/2011 que ficou conhecida como “AI-5 da Copa”. A PL propunha que protestos durante a Copa do Mundo no Brasil fossem considerados terrorismo.


Em declaração feita ao declarados ao TRE-RS os bens da candidata somam R$ 2.550.086,69.


Já a declaração pública de partilha do espólio de Octávio Omar Cardoso, marido da senadora, falecido em 27 de fevereiro de 2011, dão conta de R$ 9.477,077, 56 em bens, valor que tem a candidata, que era casada sob regime de comunhão universal de bens, como herdeira de metade – R$ 4.738.538,78.


Em recente declaração no twitter, Ana Amélia disse que um eventual plebiscito sobre a reforma política seria um “golpe comunista no Brasil”.