Da Página do MST


Muita pertença e animação. Esse era o sentimento estampado no tremular das bandeiras e nas músicas entoadas durante o 26º Encontro Estadual de Educadores e Educadoras da Reforma Agrária do Espírito Santo.


Os cerca de 200 educadores dos assentamentos e acampamentos do estado, se reuniram entre os dias 14 a 17 de setembro no Centro de Formação Maria Olinda, em São Mateus.


O Encontro, que faz parte do calendário de lutas do MST no Espírito Santo, representa um importante espaço de formação e reflexão sobre a prática política e pedagógica desenvolvidas nas escolas das áreas de Reforma Agrária. 


No primeiro dia os educadores foram acolhidos por uma mística sobre os 30 anos do MST. Nos demais, temáticas como a formação do campesinato, a construção da Reforma Agrária Popular e o papel da educação e a tarefa dos educadores no atual momento histórico permearam o debate.


O último dia foi dedicado à construção do plano de ação do setor de educação a partir das temáticas estudadas.


Para José Carlos, do setor de educação do MST no Espírito Santo, o Movimento já conseguiu avançar em muitas frentes, como na relação com as Universidades, a conclusão de duas turmas do Curso de Pedagogia da Terra e a criação do Curso de Licenciatura em Educação do Campo.


Porém, muitos outros desafios foram lançados, como a necessidade de avançar na formação dos educadores. 


José Carlos avalia que “o encontro representa o protagonismo de cada educador, e traz a reflexão sobre o nosso papel neste novo momento de luta”.


Mostra Nacional de Artes


Durante o encontro aconteceu a Mostra Nacional de Artes – 30 Anos do MST, com a apresentação dos trabalhos produzidos pelos educandos e educandas dos assentamentos e acampamentos do Espírito Santo.


A emoção tomou conta do grupo com a realização da Jornada Socialista realizada na noite do dia16, onde foi comemorado o aniversário de 30 anos do Movimento. 


Ao som de músicas e poesias, foram relembrados os momentos marcantes da trajetória do MST na luta pelos marginalizados do campo, e avançar pela construção de uma nova sociedade sem explorados e exploradores. 


Para fortalecer a unidade e solidariedade internacionalista do Movimento, uma mística realizada pelas crianças Sem Terrinha também homenageou as crianças da Palestina.