Da Página do MST


No próximo domingo (21), cerca de 105 países de todo o mundo realizam uma das maiores mobilizações globais pelo clima do planeta. O “Dia da Ação Global pelo Clima” irá reunir a humanidade em um único pedido: adoção de fontes de energia 100% verdes até 2050.


A mobilização prepara o terreno para a Cúpula de Líderes pelo Clima, convocada pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, que ocorrerá em Nova York (EUA) na próxima terça-feira (23). O encontro irá discutir a questão das mudanças climáticas e a necessária redução das emissões de gases de efeito estufa no planeta.


No Brasil, o ato ocorre no Rio de Janeiro e em São Paulo em horários diferentes. No capital carioca a caminhada pelo clima vai acontecer na praia de Ipanema, no Posto 8, às 10h30. Já em São Paulo, o ato está marcado para às 13h no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), na Avenida Paulista.


Para Nicole Oliveira, da organização 350, a mobilização visa criar mais ação e menos palavras dos governantes. No caso brasileiro em específico, o agronegócio será denunciado como um dos principais responsáveis pelas mudanças climáticas no país.


Segundo Nicole, ao falar de clima no Brasil é preciso falar do agronegócio, já que ele “é o principal responsável pelas mudanças climáticas no país. Se o agronegócio fosse um país, ele seria o 10° maior emissor de gases de efeito estufa do mundo”, explica.


Isso, graças ao seu modelo produtivo, como a produção em larga escala que contribui com o desmatamento de todos os biomas brasileiros, a pecuária extensiva responsável pela emissão de metano e a enorme utilização de agrotóxicos que contaminam o solo, os lençóis freáticos, rios e aqüíferos.


“Aproveitaremos o momento para chamar a atenção da sociedade sobre o modelo do agronegócio e suas conseqüências”, ressalta.


No meio da mobilização será montado o bloco ‘Não Vote em Ruralista’, para alertar às pessoas a “não votarem nesses políticos que respaldam o agronegócio no Congresso Nacional, e que respondem aos interesses apenas do setor, e não de seus eleitores”, contextualiza.


Várias organizações internacionais estão apoiando a iniciativa. A campanha também faz parte das mobilizações antes da conferência internacional sobre clima organizada pela ONU, que será realizada em dezembro de 2015, em Paris (FRA). Na agenda, está a tentativa de avançar nos acordos que estabelecem limites de emissões poluentes e responsabilidades para cada país.