Da Página do MST*

Trinta e um anos de luta foram necessários para que a Usina Tanques, no município de Alagoa Grande, na Paraíba, fosse desapropriada e destinada à Reforma Agrária.


Trata-se de uma das mais emblemáticas áreas para a Reforma Agrária no Brasil, já que foi nela que a líder camponesa Margarida Maria Alves, que se destacou na luta por melhores condições de trabalho para os trabalhadores, foi assassinada em 12 de agosto de 1983.


A desapropriação das terras da Usina Tanques se tornou, desde a época de Margarida Maria Alves, uma das maiores bandeiras de lutas dos trabalhadores que defendem a democratização de acesso à terra no Brasil.


O assentamento terá cerca 860 hectares e capacidade para assentar 60 famílias camponesas, muitas delas, antigos posseiros que moram nas terras há muitos anos.


História


As fazendas, na década de 1970, eram usadas para a produção de cana-de-açúcar destinada à Usina Tanques, hoje em ruínas, instalada dentro da área. A líder camponesa Margarida Maria Alves foi assassinada no dia 12 de agosto de 1983, na porta da sua casa em Alagoa Grande.


Margarida foi uma das mulheres pioneiras das lutas pelos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais no Brasil. 


Após sua morte, tornou-se um símbolo político, representativo das mulheres trabalhadoras rurais, que deram seu nome ao evento mais emblemático que realizam: a Marcha das Margaridas, uma mobilização nacional que reúne, em Brasília, milhares de mulheres trabalhadoras rurais no dia de aniversário de sua morte.


A área tem potencial para produzir batata-doce, banana, mandioca e cana-de-açúcar. Para Carlos Guedes o assentamento será um polo de produção de alimentos vai atender programas como o da merenda escolar, e dessa forma orgulhar a memória de Margarida Alves e de Maria da Penha.


*Com informações do Incra/PB