Da Página do MST


Eunício Lopes, senador e candidato ao governo do estado do Ceará pelo PMDB, é mais um agropecuarista e empresário brasileiro que integra a bancada ruralista do Congresso. 

No primeiro mandado do então presidente Luis Inácio Lula da Silva, foi Ministro das Comunicações de 2004 a 2005. Eunício foi também líder do PMDB na Câmara dos Deputados no ano de 2003. 

Eunício tem um patrimônio avaliado em R$ 36.737.672,00. O candidato mostra a sua ligação com o campo quando declara que só em imóveis rurais tem mais de R$ 5 milhões de nos estados de Goiás e Ceará.

Ele também participa de empresas relacionadas à agropecuária, aviação e terceirização de mão-de-obra, como a Manchester Serviços Ltda, que em 2011 esteve ligada a um escândalo de licitações fraudulentas em contrato assinado junto a Petrobrás no valor de R$ 300 milhões. 

Os executivos da Manchester souberam com antecedência quais seriam os concorrentes no pregão. De posse dessas informações, procuraram empresas para fazer acordos e ganhar o contrato. 

No mesmo ano, em julho, a empresa foi novamente acusada de assinar contrato com a Petrobras no valor de R$ 57 milhões sem participar de licitação. 

Os contratos permitiam à Manchester atuar na Bacia de Campos, região de exploração do pré-sal no Rio de Janeiro.

Doações

Só nas eleições de 2010, o senador recebeu um total de R$ 7.753.530,00 em doações. Entre seus doadores estão construtoras, empresas de telecomunicação e de engenharia, como a Coesa Engenharia LTDA, Confederal Vigilância e Transporte de Valores, Confere- COM. E SERV. De ALIM. E PROD., empresas de segurança eletrônica, construtoras, Corpvs, PB Construções e Telemont Engenharia Telecomunicações.

Em 2004, quando ainda era Ministro das Comunicações, a esposa de Eunício, Mônica de Andrade Paes de Oliveira, que era tesoureira do PMDB, foi acusada por improbidade administrativa na Confederal Vigilância e Transporte de Valores, empresa da família em que Eunício detém 95% das ações. 

O senador também se opõe aos direitos dos povos indígenas, ao se declarar favorável à PEC 215 (que pretende tornar de competência exclusiva do Congresso Nacional a ocupação e titulação de terras indígenas e quilombolas) e à PEC 45 (Projeto que tem como objetivo a alteração do art. 231 da Constituição Federal, acrescentando um mecanismo que atrasa a demarcação de terras indígenas em caso de retomada de área).  

Com informações do site República dos Ruralistas