Da Página do MST


Há 19 anos surgia a luta do MST no estado de Mato Grosso, defendendo a bandeira da Luta pela Terra, Reforma Agrária e Justiça Social.


A festividade foi realizada no Assentamento 14 de agosto, no município de Campo Verde, a 160 km da capital Cuiabá. Além de fazer um balanço da luta política pela Reforma Agrária, o encontro também teve como objetivo confraternizar as conquistas obtidas com a luta dos Sem Terra na região, e fortalecer alianças com os diversos setores da classe trabalhadora urbana e rural. 


“Apesar de estamos vivendo um dos piores períodos da Reforma Agrária em nosso país, seguimos mais do que nunca firmes, acreditando que a luta e a organização social é o caminho para conquistarmos nosso direito a terra e a uma vida digna para todas as famílias Sem Terra”, disse Idalice Rodrigues Nunes, da direção nacional do MST. 


No primeiro momento foi realizado um debate sobre a atual situação da Reforma Agrária e os desafios do MST, com a contribuição de João Pedro Stedile, da direção nacional do Movimento. Stedile destacou os grandes desafios do MST na atualidade, como a construção da Reforma Agrária Popular como alternativa ao modelo do agronegócio.


Já no período da noite, o grupo Trio de Forró foi quem comandou a festa, junto ao cantador e compositor Sem Terra, Zé Pinto.


O dia 17 foi reservado à confraternização com amigos e as famílias do MST com um churrasco coletivo. Mais de 400 pessoas puderam passar pelo assentamento durante as comemorações dos 19 anos do MST.


“Saímos todos com a certeza de que o encontro de formação e festivo, como esse que realizamos durante esses dias, é fundamental para o processo de construção de uma organização como o MST, pois temos muita coisa boa para comemorar durante esses anos”, disse Idalice Rodrigues Nunes.


Idalice também acredita que ficou para todos os presentes a certeza de “que temos muitos desafios impostos pela atual conjuntura da luta pela Reforma Agrária, porém, saímos muito mais fortalecidos para superá-los, para construir uma organização como o MST e para lutarmos por uma Reforma Agrária Popular”.