Por Maura Silva
Da Página do MST

Fotos: Sérgio Koei e Mídia Ninja

Um ato organizado pela Frente em defesa do Povo Palestino, MST, Levante Popular da Juventude, MTST, CUT e diversas organizações sociais reuniu centenas de pessoas nesse domingo (27/07) para pedir o fim do massacre israelense à Faixa de Gaza. 

Os manifestantes se concentraram na Praça Oswaldo Cruz, na avenida Paulista e seguiram em direção ao Parque do Ibirapuera.

Além do cessar-fogo, o objetivo do ato foi pedir ao governo brasileiro que rompa os laços comerciais, militares e diplomáticos com Israel, e seguindo a Campanha de Boicote, Desenvolvimentos e Sanções (BDS), realiza um boicote às empresas e produtos israelenses ligados às violações perpetradas contra os palestinos.
 
Para Mohamad El Kadri, um dos organizadores do ato, o governo brasileiro precisa assumir uma postura mais dura em relação ao Estado de Israel.

“Uma nota não é suficiente para pressionar o governo israelense, o Brasil pode e deve exercer um papel muito maior nesse processo. Devemos exigir o fim dos acordos e das relações comerciais e acadêmicas com Israel, além de condenar veementemente as empresas que financiam o apartheid palestino”, diz.

A passeata terminou com o Monumento às Bandeiras, símbolo do empreendimento colonial de limpeza étnica e genocídio desenvolvido contra os indígenas brasileiros, coberto por bandeiras palestinas e faixas que pediam o fim do genocídio na Palestina.  

Ana Carolina Mazin, dirigente estadual do MST, que esteve presente no ato, chamou atenção para a necessidade do boicote econômico ao Estado de Israel e para a desproporcionalidade de forças no conflito. 

“Acredito que o boicote seja a maneira mais efetiva de pressionarmos o governo israelense. Eles devem parar de chamar o que está acontecendo de guerra. Não é uma guerra, é um genocídio, a morte excessiva de mulheres e crianças mostra isso”. Cerca de 200 militantes do MST estiveram presentes no ato para demonstrar apoio ao povo palestino.

De acordo com Marcelo Buzzeto, militante do MST e um dos organizadores do ato, “O MST se soma a essa luta do povo palestino porque é um povo que luta por terra por soberania e apoiamos essa luta e esse povo porque faemos parte de uma organização internacional chamada Via Campesina. “

O ato faz parte da série de protestos que estão acontecendo em todo o mundo, desde o início da operação militar israelense, chamada de “Barreira Protetora”.

"Estão sendo realizadas várias mobilizações. Isso nos dá esperança e a certeza de que o povo palestino esta no caminho certo. É da luta, da mobilização e com a solidariedade que um dia veremos a Palestina livre", afirma Marcelo. Até o momento, mais de 1000 pessoas morreram na Faixa de Gaza, os feridos já ultrapassam os seis mil.