Por Maura Silva
Da Página do MST

Fotos: Mídia Ninja

Com bandeiras, cartazes e palavras de ordem, cerca de três mil pessoas se concentraram em frente à sede da rede Globo de televisão e seguiram em marcha até o Consulado de Israel, nesse sábado (19/07) em mais um ato contra o massacre à Faixa de Gaza.

O ato unificado, organizado pela Frente Palestina de São Paulo, contou com a participação de movimentos sociais como o MST e o MTST e entidades árabes de apoio ao povo palestino. O objetivo foi denunciar as atrocidades cometidas por Israel contra os palestinos e a defesa de uma Palestina livre, laica e democrática para todos.

Para Henrique Sanchez, do Movimento Palestina para Todos (Mopat), além de pedir o fim imediato dos ataques à Gaza, ações como essa são de grande valia para trazer à tona os massacres perpetrados por Israel na Palestina.

"O ato foi marcado pela unidade entre diversos movimentos sociais solidários à causa palestina, entidades representativas das comunidades palestina e islâmica na solidariedade ao povo palestino, que resiste ao atual massacre sobre Gaza, mantendo sua luta histórica contra a ocupação e o colonialismo israelense.", diz Henrique. Nenhum funcionário do Consulado se manifestou durante o ato, que foi pacífico.

Organizações de apoio à Palestina no Rio Grande do Sul, Brasília, Londrina e Curitiba também realizaram atos de solidariedade e contra o massacre israelense.

Ataques

100 palestinos morreram em um bombardeio no bairro de Shajaya na periferia de Gaza, nesse domingo (20/07), que foi considerado o dia mais sangrento desde o início das ofensivas há duas semanas.

O exército israelense justificou o ataque em área civil, alegando que Shajaya é um bairro perto da fronteira onde o Hamas tem posicionado seus foguetes, os seus túneis e centros de comando. 

Desde a última quinta-feira (17/07), o Exército israelense começou sua incursão terrestre à Faixa de Gaza. Deste então o número de mortes subiu para 548 e os feridos já somam os 3.000. Os descolados, segundo a ONU, já são 65.000, número superior ao massacre de 2008-2009 que teve 1.400 palestinos mortos.

Hospitais, escolas e centro de apoio estão sendo indiscriminadamente bombardeados, o que levou a Cruz Vermelha Internacional (CICV), a pedir uma trégua humanitária de três horas para socorrer os feridos e recolher parte dos corpos.