Da Página do MST*

Sessenta educandos participam do curso de formação política “Carlos Marighella: vida e obra de um revolucionário brasileiro”, organizado pelo Núcleo Carlos Marighella do MST, a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) e o Núcleo de Estudos Latino-Americanos (NELAM), do Centro Universitário Fundação Santo André.


O objetivo é reunir jovens militantes para conhecer a história de luta e a produção intelectual deste que foi considerado o “inimigo número um” da Ditadura Militar brasileira. Serão cinco encontros em que para estudar os livros e artigos de Marighella, tais como A crise brasileira, Carta à executiva do PCB, Ecletismo e marxismo, Por quê resisti à prisão, entre outros. 


O curso conta ainda com o apoio da Juventude Metalúrgica do ABC, Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Confederação Nacional dos Metalúrgicos- CNM/CUT, Sindicato dos Servidores de Santo André, Sindserv São Bernardo do Campo, Sindiserv Diadema, Sindicato dos Professores do ABC.


Metodologia

As atividades acontecem aos sábados - a primeira aula ocorreu no último dia 12 de julho -, cuja parte da manhã é destinada a estudos e debates em grupos, e à tarde, os educandos contam com a contribuição de um expositor. 


No dia 12, o ex-membro da Ação Libertadora Nacional (ALN), Manoel Cyrillo, foi quem contribuiu no período vespertino. Os próximos encontros contarão com a presença de Takao Amano (ALN), Aton Fon Filho (ALN), Ricardo Gebrim (Consulta Popular) e Marcelo Buzetto (MST/ENFF/NELAM).


Durante a etapa os alunos também realizaram uma homenagem ao povo palestino, momento em que o Comitê de Solidariedade ao Povo Palestino do ABCDMRR/SP e a Campanha Pela Libertação de Ahmad Sa´adat divulgaram a luta pela libertação de todos os prisioneiros encarcerados em Israel por lutarem pela paz, justiça e independência nacional.


Núcleo Carlos Marighella

O Núcleo Carlos Marighella do MST existe desde dezembro de 2009, e busca organizar, contribuir e participar de mobilizações e atividades que fortaleçam a unidade entre os trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade. 


O atual curso visa ainda recuperar o debate político, tático, estratégico e ideológico do período 1956/1969, por acreditar que muitas das polêmicas e divergências entre distintas organizações de esquerda da atualidade têm sua origem nesse período histórico. 


“Compreender profundamente o pensamento de Marighella é importante para tirarmos lições para as lutas do presente”, explica Buzetto, que relembra o fato do revolucionário baiano ter pagado com a própria vida “por defender princípios, por não se corromper e por ter coerência durante toda a sua trajetória de militante e dirigente comunista”. 


“A melhor homenagem que podemos prestar a esse herói do povo brasileiro é estudar sua obra, compreender seu exemplo de resistência e dar continuidade à suas lutas, que são as lutas da classe trabalhadora do Brasil”, acredita.


* Texto escrito pelo Núcleo Carlos Marighella do MST ABCDMRR/SP