Da Pagina do MST

As 34 famílias Sem Terra do MST acampadas na fazenda Santa Verônica, em Santa Margarida do Sul, a 300 quilômetros de Porto Alegre, enfim conquistaram o tão esperado assentamento e o direito a um lote de terra para produzir o sustento de suas famílias.

O anúncio foi feito na segunda-feira (16), pelo presidente do Incra, Carlos Guedes, que esteve no local do futuro assentamento para entregar aos agricultores a portaria que destina a fazenda à Reforma Agrária.

A publicação do documento foi realizada na sexta-feira (13/06), no Diário Oficial da União (DOU).     

Com a aquisição da área pelo Incra, a fazenda de 955 hectares se transformada no assentamento Santa Verônica, abrigando 34 famílias de trabalhadores Sem Terra.

Outras áreas

Em reunião com uma comissão de trabalhadores do MST, durante o anúncio do assentamento, o presidente do Incra também se comprometeu que no prazo de dez dias a autarquia vai apresentar uma solução para o impasse de duas fazendas ocupadas no estado.

Uma que pertenceria à Varig, em Cruz Alta, e a fazenda do advogado Maurício Dal Agnol, foragido da Justiça brasileira, em Passo Fundo. Além de apresentar uma proposta de convênio com o governo do RS para aquisição de outras áreas ocupadas pelos Sem Terra para o assentamento das cerca de 2.200 famílias acampadas no estado.

O presidente do Incra apresentou um cronograma de implantação do assentamento e afirmou que os assentados terão direito a um conjunto de políticas públicas para a melhoria da qualidade de vida e condições produtivas.
        
Nova fase

A criação do assentamento Santa Verônica melhora as perspectivas de vida para o ex-acampado Tiago Ardenghi, de 28 anos. Filho de agricultores familiares de Palmeira das Missões, ele e a esposa Josiane fazem parte de um grupo de cinco famílias que produzem leite e panifícios para vender na cidade.

O projeto coletivo também prevê uma horta comercial. “Como assentados, vamos ter os lotes demarcados, além de receber créditos e financiamentos para fortalecer a produção”, planeja.

O escoamento é outro dos itens previstos. “Pretendemos vender para mercados institucionais como Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Nosso sentimento é de que no assentamento temos que produzir alimentos para o povo da cidade”, revela Ardeghi. 

Os municípios de Santa Margarida do Sul e São Gabriel abrigam outros nove assentamentos com capacidade para 721 famílias, onde inclusive existem experiências produtivas voltadas sobretudo ao leite e arroz orgânico.


Com informações da Assessoria de Imprensa do Incra/MDA


Fotos: Ascom Incra/RS