Por Juliana Adriano
Da Página do MST

Fotos: Juliana Adriano


Por questões óbvias, as atuais crianças e os jovens camponeses de Santa Catarina não puderam vivenciar a histórica ocupação da Fazenda Papuã, em Abelardo Luz, no dia 25 de maio de 1985, a primeira realizada pelo MST depois de sua criação formal. 


Nesse sentido que a Brigada 25 de Maio e as escolas Paulo Freire e José Maria organizaram a mostra “30 anos de MST: revivendo a história”, em Abelardo Luz, nesta quarta-feira (11).  


A intenção primeira era possibilitar que crianças, jovens e mesmo adultos conhecessem mais sobre a história do MST, que não deixa de ser a história do local onde vivem e das pessoas com as quais convivem. Ao construir a mostra, jovens e crianças não só tem a possibilidade de assistir a história, mas resignificam a memória que os conforma.


A mostra também foi ampliada para a sociedade em geral. Cerca de mil pessoas estiveram presentes, entre educandos, educadores, diretores e APPs das escolas organizadoras da mostra; da escola Semente da Conquista; da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS); diretores, secretaria da educação e departamento de cultura do município de Xaxim.


Entre os barracos construídos para a atividade e o centro de múltiplo uso, os presentes puderam se deliciar com atividades culturais de música, teatro, poesia, desenhos, artesanato, fotografia, vídeo, mapas, contação de causos da época das ocupações e acampamentos. 


Conhecer ferramentas utilizadas na época das primeiras ocupações, como ferros de passar roupa, chuveiros, gamelas, chaleiras, moedores de café, trituradores de milho, além de camas de tarimba e gipões. 


Ao longo do dia, foram preparados pinhão na chapa, wafer, revirado de feijão, polenta, carreteiro, entre outros. Contou-se ainda com a distribuição de chás medicinais.


A coordenação da mostra considerou importante a atividade que, além de ser parte da Mostra Nacional de Artes do MST, possibilitou a integração entre educandos de diferentes escolas, com estudantes universitários e direções de escolas de diferentes municípios. 


Ao trazer os assentados para dentro da escola, eles não somente auxiliam no processo educativo, mas também na construção conjunta da história do MST. Além disso, amplia o reconhecimento da identidade dos educandos enquanto Sem Terra.