Da Página do MST


Entre os dias 19 e 23 de maio, 1.200 educandos de mais de 20 municípios das áreas de assentamentos e acampamentos do Rio Grande do Norte participam do processo de formação dos educadores que irão atuar nas 60 turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA) no estado.


A atividade faz parte de uma parceria entre o MST, o Movimento de Educação de Base (MEB), o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (PRONERA) e o Instituto Nacional Colonização e Reforma Agrária (INCRA).


De acordo com Vanuza, do setor de educação do MST, há tempos os Sem Terra esperavam por essa parceria, e sua chegada se dá “com muita motivação pelos que constroem o Movimento, pois a educação é bandeira de luta presente na Reforma Agrária Popular”.


Já o coordenador pedagógico do MEB, Cícero, acredita ser esse o momento de consolidação de um trabalho já realizado pelo MST, uma vez que “os educadores se forjam na luta, e o MEB entra como instrumento de fortalecimento, pois a educação tradicional não inclui esses sujeitos”.


Entre as temáticas, os educadores vão debater educação do campo, pedagogia da alternância e a conjuntura política de EJA no Brasil. Os educandos também contarão com o auxílio de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).


Marta Pernambuco, da UFRN, recorda que o aluno do EJA passou pela escola, mas desistiu porque a estrutura de educação vigente não dialoga com sua realidade. “E ainda os culpam por não ‘conseguir’ aprender”. 


Nesse sentido, a professora acredita que é preciso “resgatar o papel de sujeitos nos educandos, ou seja, entender que eles são capazes de decidir sobre sua própria vida”.