Da Página do MST
 

A sede do Caixa Econômica Federal de João Pessoa (PB) foi ocupada por cerca de 1.200 militantes do MST de várias regiões do estado nesta quarta-feira (70), ao darem continuidade a Jornada de Lutas.

A reivindicação pede a liberação de recursos para a construção das casas nos assentamentos rurais. Os estão mobilizados desde segunda-feira na capital paraibana ocupando a sede do Incra, sem data para retornar a seus assentamentos.


Os Sem Terra pretendem conseguir respostas de uma antiga pauta de reivindicações entregue ao governo estadual e federal. Entre as principais demandas está a desapropriação de terras improdutivas no estado, o assentamento imediato das mais de 4.500 famílias acampadas na Paraíba, projetos de irrigação, açudes, bancos de sementes, construção de seis escolas do campo, dentre muitas outras.


“Com essas ocupações pretendemos fazer pressão popular para negociação com o governo federal e estadual, e queremos aproveitar para denunciar a falta de verbas para a construção de habitações rurais e o descaso dos governos com a reforma agrária” afirma Rosivan, da  direção nacional do MST.


Luta pela Constituinte do Sistema Político


Junto a outras organizações populares, durante a jornada de lutas o MST pautou e massificou a o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político, que acontece entre os dias 1 e 7 de setembro em todo o Brasil.


Para Adriana, da direção nacional do MST, “também queremos um sistema político que garanta a representação e participação de todos, e que as reais necessidades da maioria sejam atendidas.”


Nesse sentido, ela acredita ser esse o motivo para lutar por uma reforma política no Brasil. “Com o plebiscito popular o povo vai dizer que quer uma constituinte composta por cidadãos para mudar o sistema político, e não uma mudança superficial organizada pelo Congresso Nacional”.


Dentre as organizações populares, também esteve presente o Levante Popular da Juventude , Indígenas Tabajaras, Movimento Espírito Lilás, Movimento de Mulheres, Central Única dos Trabalhadores, sindicalistas e estudantes Universitários.