Por Promotoras Legais

Teve início nesta segunda-feira (05/05) a terceira turma do projeto Promotoras Legais Populares (PLPs), em Curitiba e região.

Com a participação de cerca de 70 mulheres do meio popular, universidades, movimentos sociais, sindicatos e organizações da sociedade civil em geral, a iniciativa tem como objetivo principal oferecer às mulheres condições para superar as situações de desigualdade e discriminação enfrentadas no cotidiano.

Colocando-se como resposta a uma realidade de violência, a formação de Promotoras Legais Populares representa uma tentativa de descentralizar as forças que atuam na defesa e no cumprimento do direito.

Após cinco meses de curso, com encontros semanais que acontecem todas as segundas-feiras, das 18h30 às 21h00, no Prédio Histórico da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a intenção é que essas mulheres estejam empoderadas para que reconheçam situações de violência, seus direitos e as ferramentas legais de acesso à cidadania e à justiça.

Organização coletiva

As PLPs tem o apoio de 19 organizações, entre sindicatos, órgãos públicos e entidades da sociedade civil. Os temas que serão debatidos nos próximos meses se relacionam com gênero, sexualidade, direito, mídia, violência, saúde e poder, sob uma perspectiva da educação popular feminista.

Com a colaboração de aproximadamente 30 facilitadoras, o projeto é organizado apenas por mulheres e para mulheres, se tornando um espaço importante para que as Promotoras Legais Populares se construam e se fortaleçam coletivamente.

Histórico


A história das Promotoras Legais Populares teve início na América Latina por meio da organização Flora Tristan, localizada no Peru.

Em 1992, o Comitê Latino Americano e Caribenho em Defesa dos Direitos das Mulheres (Cladem) trouxe para o Brasil seminários a fim de discutir a implementação do curso no país.

O desenvolvimento do projeto foi viabilizado com a contribuição inicial da União de Mulheres de São Paulo e do Grupo Themis, organização de direitos humanos atuante em assessoria jurídica, do Rio Grande do Sul.

A primeira experiência desenvolvida no Brasil aconteceu em 1992, em Porto Alegre (RS), e em 1994 o projeto foi levado para São Paulo. Além de estar presente em diversos estados como Rio de Janeiro, Pernambuco e mais recentemente no Paraná, em Curitiba e Londrina, o Projeto de Promotoras Legais Populares também é uma prática em outros países da América Latina, como Chile e Argentina.