Por Solange Engelmann
Da Página do MST

Na manhã dessa segunda-feira (05/05), cerca de 50 famílias do MST iniciaram a organização do Acampamento Dom Tómas Balduino, às margens da BR 290, km 132, entre os municípios de Eldorado do Sul e Arroio dos Ratos, na região metropolitana de Porto Alegre (RS).

O nome do acampamento rende homenagem ao bispo emérito da Cidade de Goiás e fundador da Comissão Pastoral da Terra (CPT), Dom Tomás Balduino, que faleceu na última sexta-feira (02/05).

D. Tomás dedicou sua vida na defesa dos povos indígenas, negros e dos camponeses e foi importante na organizações de vários trabalhadores, aproximando a igreja dos movimentos sociais e do povo.

A proposta do acampamento é reunir novas famílias de trabalhadores Sem Terra para lutar pela terra no estado.

O MST reivindica o cadastramento destas famílias acampadas no Rio Grande do Sul e um convênio com o governo federal e estadual para o assentamento das famílias acampadas, anteriormente no estado.

As ações fazem parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que este ano concentra a maior parte de suas ações entre os dias 28 a 10 de maio, ao relembrarem os 18 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores rurais Sem Terra foram brutalmente assassinados pela Polícia Militar, no município de Eldorado dos Carajás, no Pará, em 1996.

Várias famílias da região metropolitana ainda estão chegando ao local. A meta é reunir cerca de 150 famílias até o final do mês.

O acampamento está localizado em uma área de 15 hectares do assentamento Lanceiros Negros, em Eldorado do Sul.

A partir das cinco ocupações de terras realizadas na semana passada e a organização do acampamento nesta segunda, o MST se aproxima de 1000 famílias acampadas no estado à espera de assentamento.