Da Página do MST

Na última quinta-feira (01/05), trabalhadores do MST na região centro do Paraná realizaram mobilizaçãoes exigindo Reforma Agrária.

Aproximadamente 300 famílias comemoraram o dia do trabalhador com o lançamento oficial de um acampamento, localizado na comunidade Arapongas, divisa com a comunidade São Francisco, no Assentamento Ireno Alves dos Santos.

Os acampados em sua maioria são filhos e filhas de assentados da região, e famílias Sem Terra vindas de outros locais do estado.

A necessidade de acampar para conquistar um pedaço de terra e viver dignamente se apresenta para os filhos dos assentados, pois o lote que a família conquistou há dezoito anos se tornou pequeno para garantir a sobrevivência de todos os filhos e suas famílias.

Isso fica evidente no apoio das condições estruturais que os pais e mães assentados estão garantindo para suas famílias, desde a construção do barraco de lona, o trabalho coletivo à sustentação dentro do acampamento.

Além de a região ter muitas famílias vivendo abaixo da linha da pobreza, arrendatários, posseiros e empregados tem sua força de trabalho explorada por empresas da região. Em muitas situações, esses trabalhadores são camponeses e pretendem trabalhar dignamente na terra.
 

Festa


Outra ação do movimento foi a comemoração dos 18 anos dos Assentamentos Ireno Alves dos Santos e Marcos Freire.

Os assentados organizaram um grande ato público de apoio a Reforma Agrária, com festa partilhada, na última quarta-feira (30/04), que contou com a participação de mais de 4 mil pessoas.

A atividade também relembrou o significado do dia 17 de abril, Dia Internacional de Luta pela Terra, marco histórico da luta no Brasil, em que, Rio Bonito do Iguaçu no ano de 1996, quando o MST realizou a maior ocupação de terras no município.

Os trabalhadores colocam em pauta o abismo da concentração de terras que existe no paísl, pois o Brasil é o segundo país que mais concentra terras no mundo, perdendo apenas para o Paraguai.

Os Sem Terra também denunciam o controle do latifúndio e das empresas transnacionais sobre grande parte das terras agriculturáveis, fazendo com que o agronegócio avance sobre elas, com suas monoculturas em larga escala, barrando a Reforma Agrária.

As ações realizadas pelo MST fazem parte da Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária, que esse ano concentra a maior parte das suas ações entre os dias 28 a 10 de maio.