Da Página do MCP

Mais de dois mil camponeses e camponesas, organizados no Movimento Camponês Popular (MCP), MST, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar (Fetraf) e Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de Goiás (Fetaeg) ocupam, em Goiânia, o prédio da Secretaria da Fazenda nesta terça-feira (06/05).

A atividade faz parte do Levante Unitário do Campo em Goiás, que tem objetivo de cobrar a promessa do governador Marconi Perillo de aprovar a Lei da Agricultura Familiar e Camponesa do estado.

A promessa deveria ter sido cumprida ainda no final do ano passado, mas até o momento nada foi aprovado.

A Lei da Agricultura Familiar e Camponesa visa dar condições às famílias do campo produzirem alimentos saudáveis, sem o uso de venenos, bem como suprir a demanda interna de comida.

A população goiana depende de importações de alimentos básicos, inclusive arroz e feijão, de outros países ou da compra de comida vinda de outros estados.

As jornadas de luta dos movimentos do campo estão intensificadas em todo o País, motivadas pela rememoração dos 50 anos do golpe que instaurou a ditadura militar no Brasil e dos 18 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás.

A luta também é uma forma de fazer presente D. Tomás Balduíno, grande defensor dos excluídos no Brasil.