Por Reynaldo Costa
Da Página do MST

 

O Movimento estudantil Debate e Ação da Universidade Federal do Para (UFPA) realiza em São Luís no Maranhão, durante o Seminário Internacional Carajás 30 anos, uma grande exposição fotográfica retratando conflitos no campo e os impactos da mineração no Pará.

São cerca de 100 fotos em exposição mostrando imagens de trabalhadores rurais feridos e assassinados nas ultimas três décadas.

A exposição chamada de Carajás 30 anos, retira das gavetas das entidades e movimentos sociais registros de imagens antes conhecidas somente pelos militantes destas organizações.

A exposição tenta trazer aos observadores do Seminário, além da situação permanente de conflito no campo que vive o Brasil, a indignação frente à impunidade.

Eliane da Silva, estudante de Serviço Social da UFMA, observa com atenção cada foto, o semblante do rosto de “espanto” devido o peso de cada foto.

"As imagens chocam e nos deixam indignados”, relata estudante que conclui dizendo que “o pior é que tem casos recentes, ou seja, continuam matando”.

Observando as fotos é fácil se perceber que as vítiamas são principalmente militantes de movimentos camponeses, sindicalistas, religiosos que atual junto a camponeses e advogados de trabalhadores rurais. 

Entre os casos mais emblemáticos estão o assassinato de Onalício Barros, militante do MST, a Irmã Dorothy Stang e Paulo Fontele, advogado de camponeses.

Essa é a terceira vez que os militantes da Ação e Debate realizam a exposição, que já aconteceu em Marabá e Belém do Pará. A maior parte das fotos é de arquivos da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A exposição Carajás 30 anos fica à disposição do público no Centro de Convenções da UFMA até sexta feira, quando se encerra o Seminário Internacional que debate os impactos dos projetos de mineração no mundo.