Da Página do MST


Milhares de trabalhadores rurais Sem Terra realizam diversas ações, nesta segunda-feira (5), no estado do Ceará, durante a Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária.


Em Limoeiro do Norte, cerca de 1000 trabalhadores de diversos movimentos sociais ocuparam o perímetro irrigado na chapada do Apodi.


O objetivo da ação é denunciar a ofensiva do agronegócio na região, exigir o assentamento das famílias acampadas e cobrar o julgamento e condenação dos responsáveis pelo assassinato de trabalhadores rurais.


Segundo os movimentos sociais, dos 10 mil hectares do projeto de irrigação, quatro mil estão invadidos e grilados por empresas nacionais e transnacionais do agronegócio. As organizações exigem a retomada dessas áreas pelas famílias camponesas.


De acordo com Marcelo Matos, da direção estadual do MST, o acampamento tem caráter permanente. “Vamos ficar acampados e queremos audiência com representantes do governo”, reforçou. 


Os manifestantes aguardam negociação com o Departamento Nacional de obras Contras Secas (Denocs), Secretaria de Desenvolvimento Agrário (S.D.A), Ministério da Integração Nacional e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).


Faz parte da ação o MST, Comissão Pastoral da Terra (CPT), Cáritas, Movimento 21, Sindicato dos Trabalhadores de Apodi e conta com o apoio da Universidade Federal do Ceará (UFC), por meio do Núcleo Tramas e da Universidade Estadual do Ceará (UECE).


Trancamento de rodovia 


Já no município de Ibaretama, 400 famílias ligadas ao MST fecharam a rodovia CE-060, conhecida como rodovia do algodão. 


Os manifestantes repudiam a ação cometida por jagunços na última sexta-feira (2), quando três Sem Terra foram feridos.


Desde o dia 22 de abril, 237 famílias do MST acampam em frente à Fazenda Bonito, e reivindicam a desapropriação desta e outras áreas, além da construção de 200 casas para os assentados.