Por Iris Pacheco
Da Página do MST
 

A Universidade de Brasília (UnB) inicia nesta terça-feira (22) a atividade “Universidade, Reforma Agrária e Projeto de Nação: novos horizontes de mobilização social”.
 

A atividade faz parte 1° Jornada Universitária em Defesa da Reforma Agrária, realizada ao longo de todo mês de abril em cerca de 50 universidades brasileiras com as quais o MST tem parceria.


A abertura da jornada foi realizada com um cortejo pelo Instituto Central de Ciências (ICC), mais conhecido como Minhocão, organizado por estudantes dos cursos do Residência Agrária e da Licenciatura em Educação do campo, onde trouxeram elementos do Massacre de Eldorado dos Carajás e o avanço do agronegócio no campo brasileiro.

De acordo Geraldo Gasparin, da Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF), “é preciso que a universidade pública, de fato, assuma para si a tarefa de pensar um outro projeto para o país e outro modelo de agricultura”.


Para ele, a jornada universitária vem justamente com essa perspectiva, de pautar o debate sobre as pautas do campesinato brasileiro dentro da academia (Veja a programação completa na UnB).


Elitizada

A mesa de abertura se centrou no debate em torno da questão agrária e Reforma Agrária Popular.
 

João Pedro Stedile, da coordenação nacional do MST, comentou que historicamente a universidade brasileira, mesmo sendo pública, sempre foi elitizada, e que por isso o tema questão agrária foi ignorado dentro do espaço acadêmico.


“O papel das universidades públicas é acompanhar permanentemente os problemas do povo brasileiro, portanto, não fazem mais do que a obrigação trazer os temas da sociedade para dentro universidade”, pontuou.


Segundo o Sem Terra, lutar por educação é tão importante que lutar pela terra, “e temos que fazê-los junto com a Reforma Agrária”, acredita.
 

O debate é organizado pelos grupos de pesquisa Núcleo de Estudos Agrários (Neagri), Modos de Produção e Antagonismos Sociais (MPAS), Centro Transdisciplinar de Educação do Campo (CTEC), Literatura e Modernidade Periférica (Poslit/TEL) e Núcleo de Estudos para a Paz (NEP), vinculados à UnB, em parceria com a Escola Nacional Florestan Fernandes (ENFF) e o MST.


Exposição

Além dos debates, é realizado em paralelo uma exposição da simbologia Sem Terra no Instituto Central de Ciências Norte (CEUBINHO – ICC), com barracos de lona preta, músicas, fotos e vídeos que retratam a vida e a mística da luta Sem Terra.


A programação reúne também atividades com pesquisadores da UnB, de outras universidades do Brasil e países, além de representantes dos movimentos agrários que participam de mesas-redondas e apresentações de trabalhos.


A jornada acontece até sexta feira (25) no auditório 1 do Instituto de Biologia, campus Darcy Ribeiro.