Da Página do MST

Nesta terça-feira (15/04), o MST realiza no estado de Pernambuco uma grande marcha pelas ruas de Recife, para relembrar o massacre dos 21 trabalhadores mortos pela polícia militar do estado do Pará em Eldorado dos Carajás.

A luta faz parte da Jornada Nacional de Luta por Reforma Agrária Popular, que acontece em todo Brasil durante esse mês de Abril.

Os trabalhadores pautam o descaso que a Reforma Agrária vem sofrendo pelo governo estadual e federal, que priorizam o modelo do agronegócio, onde o latifúndio concentra os maiores recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), enquanto os trabalhadores há mais de três anos não conseguem acessar nem mesmo o crédito mínimo para produzir alimentos.

 

Com a Reforma Agrária paralisada, os conflitos no campo aumentam, deixando os trabalhadores vulneráveis às ameaças dos latifundiários e jagunços contratados para perseguir os camponeses.

"O MST exige maior agilidade na Reforma Agrária Popular. No estado de Pernambuco são mais de 170 acampamentos, e em todo o país cerca de 180 mil Sem Terra esperam a desapropriação das terras para fins de Reforma Agrária", afirma Jaime Amorim, da coordenação nacional do MST.

 

A pauta dos Sem Terra enfatiza também o grande problema da Educação do Campo em Pernambuco. No Brasil são fechadas cerca de oito escolas no meio rural por dia, e a sugestão dos trabalhadores é que as escolas fechadas em Pernambuco sejam reabertas com melhores condições estruturais e educacionais.