Por Maria Aparecida
Da Página do MST
 
Pauta amarelada. É como os cerca de 750 integrantes do MST que ocuparam o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em São Paulo nesta quarta-feira (09/04) definem as reivindicações que há anos exigem do órgão que deveria cumprir a política de Reforma Agrária no Brasil.
 
Na primeira assembleia da ocupação, os militantes afirmaram que “mobilizações como essa se fazem necessárias, já que pouca coisa, ou quase nada, avançou nos assentamentos já existentes, quem dirá na liberação de terras no estado de São Paulo para o assentamento de novas famílias”.
 
As reivindicações vão desde a infraestrutura básica nos assentamentos de maneira geral, a renegociação das dívidas dos assentados, a liberação de profissionais que realizem vistorias em áreas já consideradas improdutivas e a implementação de pequenas agroindústrias que beneficiem as produções dos assentados e assentadas.
 
Jornada de Lutas
 
O MST em São Paulo também participa da Jornada Unificada da Classe Trabalhadora, junto a diversas centrais sindicais, da marcha que acontece hoje na Avenida Paulista.
 
Entre os pontos da Jornada estão o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, arquivamento do Projeto de Lei 4.330, sobre terceirização e a necessidade de se construir a Reforma Agrária Popular.
 
Para Gilmar Mauro, da coordenação nacional do MST, "as pautas das centrais são pautas da classe trabalhadora", por isso, "os assuntos não só nos interessam, como a classe trabalhadora urbana também está pautando a necessidade da Reforma Agrária."
 
Gilmar ainda lembra que no Congresso Nacional do MST, realizado em fevereiro desse ano, foi apontado a necessidade de ampliar o leque da Reforma Agrária para além dos movimentos sociais do campo.
 
"O MST não apenas cobra solidariedade, mas também se solidariza com as lutas das centrais e dos movimentos sociais urbanos", pontua.

Os Sem Terra prometem permanecer no Incra até que suas reivindicações sejam atendidas.