Da Página do MST


Na manhã desta quarta-feira (12), em Porto Alegre (RS), cerca de 300 mulheres do campo e da cidade saem em marcha do Parque Harmonia e seguem em direção ao Ministério Público da cidade, onde apresentarão um documento com reivindicações sobre os diversos tipos de violência sofridos pelas mulheres. Logo depois, as mulheres realizam uma série de intervenções e entrega de panfletos no local.

A ação faz paz parte da Jornada de Lutas das Mulheres, que rememora o dia 8 de março, Dia Internacional da Luta das Mulheres.

No período da tarde, as manifestantes retornam ao Parque Harmonia, onde realizam uma série de debates a respeito dos temas de luta das mulheres, como a questão da violência, o plano camponês, a Reforma Agrária Popular, o direito à creche, o Plebiscito pela Reforma Política e a mercantilização do corpo feminino.

Às 14h, as mulheres seguem até a Prefeitura do município, onde lançarão a campanha nacional por creches, ao reivindicarem que o acesso à educação infantil deve ser um direito de toda criança de 0 a 6 anos de idade.

No país, existem milhões de crianças - em torno de 79% - que esperam nas filas por vagas. As manifestantes ressaltam que a falta de creches impossibilita as mulheres de se inserirem no trabalho, estudo ou tempo para outros afazeres, e defendem que o direito à creche é um dever do Estado, um direito da criança e da sociedade.

Jornada

A jornada teve início com atividades municipais e regionais no último dia 8 de março, e seguirá até o próximo sábado (15) com diversas ações que envolvem acampamentos, debates, feiras e marchas com temas construídos pelas mulheres para esta jornada.

No Rio Grande do Sul, integram a Jornada de Lutas a Via Campesina, Movimento das Mulheres Camponesas (MMC), MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Levante Popular da Juventude e Marcha Mundial de Mulheres (MMM).