Por Ramiro Olivier
Da Página do MST

Cerca de 300 mulheres Sem Terra realizam um protesto, nesta segunda-feira (10), em frente à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), em Petrolina (PE).

As mulheres exigem que a Codevasf seja a adutora para o abastecimento de água em todos os assentamentos do Vale do São Francisco, assim como cobram pelo abastecimento, tratamento e estruturação de água para consumo das áreas de Reforma Agrária.

PPP

A Parceria Público Privada da fazenda Pontal Sul, conhecida como Projeto Pontal, também é combatida pelas camponesas, que reivindicam a desapropriação da área para fins de Reforma Agrária.

Em 2004, a fazenda Pontal Sul foi ocupada pelos Sem Terra, cuja área total do Projeto é de 33.526 hectares. Segundo as mulheres, trata-se de um latifúndio público que deveria ser de uso do povo brasileiro, mas que será privatizado para uso de poucos.

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O projeto de implantação da infraestrutura de irrigação, que já foi parcialmente construída pela Codevasf com dinheiro público, vem se arrastando há anos.

As Sem Terra também denunciam que “com a implantação do projeto, as águas do Rio São Francisco, responsáveis em beneficiar toda a população que vive às suas margens, acabaria favorecerá apenas poucas empresas do agronegócio, possivelmente de capital estrangeiro”, disse Suely Silva, da direção estadual do setor de Gênero do MST.

As mobilizações da Jornada de Luta das Mulheres Sem Terra seguem até esta terça-feira (11) no estado de Pernambuco.

Desde a semana passada, as mulheres organizadas em torno da Via Campesina realizam mobilizações em todo o país para relembrar o 8 de março.

Neste ano de 2014, a jornada organizada pelas mulheres da Via Campesina traz o lema Mulheres Sem Terra na luta contra o capital e pela Reforma Agrária Popular.