Por Ramiro Oliver
Da Página do MST

Nesta sexta-feira (07/03), às vésperas do Dia Internacional da Mulher, cerca de 200 mulheres do MST ocuparam vários órgãos públicos do município de Petrolândia, região Sertão do Pajeú, há 462 km da capital pernambucana.

Com o lema “Juntas somos mais fortes!", seguiram em marcha para a frente do batalhão da policia militar, em um ato simbólico de protesto para denunciar as violências cometidas contra as mulheres.

“Nossa luta também é pelo fim de toda forma de violência cometida contra as mulheres. É preciso que o tema ganhe atenção urgente, a violência cometida contra centenas de mulheres da nossa cidade é grande. Muitas são vítimas, às vezes fatais”, afirma a Sem Terra Josefa Maria.

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Ângela Aquino, da coordenação do MST, destacou que no estado de Pernambuco há muito que se avançar em relação ao apoio as vítimas da violência. “Petrolândia não possui delegacias especializadas voltadas exclusivamente para o atendimento a mulher". 

Outra denuncia foi feita por Maria Silva, também da coordenação do MST, é que “O Governo do Estado não tem no orçamento recursos para fazer as ações de enfrentamento, atendimento e superação da violência praticada contra as mulheres, nesse sentido as trabalhadoras saíram em grande marcha para fazer a denúncia do descaso desse governo para com as mulheres do campo e da cidade”.

As mulheres seguiram em macha até o INSS, para protestar contra a burocracia quanto aos pedidos de processos previdenciários como salário maternidade e auxílio doença.

A marcha seguiu até a CELPE, sendo finalizada com um ato de repúdio à operacionalidade do órgão, que, segundo Neguinho, da direção estadual do MST, “está cobrando taxas das iluminações públicas, e os assentados não usufruem da estrutura, por conta que eles ainda não colocaram iluminação nos assentamentos”.

De acordo com Suely Silva, da direção estadual do setor de gênero do MST, as trabalhadoras Sem Terra seguirão lutando até dia 11 de março.