Por Riquieli Capitani
Da Página do MST

Fotos: Joka Madruga


A data da 13ª Jornada de Agroecologia, que ocorre pelo segundo ano consecutivo na Escola Milton Santos (EMS), em Paiçandu, região metropolitana de Maringá, já está definida: será de 14 a 17 de maio.

A expectativa é de reunir aproximadamente 2500 participantes de diversos movimentos sociais que integram a Via Campesina, organizações populares, técnicos, acadêmicos, pesquisadores, profissionais da saúde, e da educação.

Como o lema “Terra Livre de Transgênicos e Sem Agrotóxicos”, a Jornada tem como objetivo construir de forma coletiva um Projeto Popular e Soberano para a agricultura, contra as empresas transnacionais do agronegócio.

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As jornadas são processos de formação e articulação das organizações que promovem a Agroecologia e a luta permanente contra empresas transnacionais do agronegócio, configurando-se como um espaço de estudo, mobilização e troca de experiências.

Durante os quatro dias do encontro ocorrem conferências, oficinas, seminários, marcha, o túnel do tempo - espaço que expõe os processos de lutas e organizações do povo camponês -, a feira de produtos da Reforma Agrária e apresentações artísticas que valorizam a cultura camponesa.

Histórico

A Jornada de Agroecologia iniciou em 2002 na cidade de Ponta Grossa, no Paraná, e por mais duas edições (2003 e 2004) seguiu denunciando o avanço do agronegócio no campo brasileiro.

Em 2005, a 4ª Jornada de Agroecologia aconteceu na cidade de Cascavel, região oeste do estado, com objetivo de alertar toda a população e os participantes sobre o projeto das transnacionais para dominação do campo produtivo brasileiro, a partir da produção de produtos transgênicos e o uso abusivo de agrotóxicos.

Ainda neste sentido, as três edições seguintes (2006 a 2008) permaneceram na cidade de Cascavel, avançando nas atividades de intercâmbio de experiências e estudos sobre práticas agroecológicas.

Já a 8ª e 9ª edições aconteceram na região sudoeste do estado, em Francisco Beltrão, cujo principal objetivo foi fomentar a participação da agricultura familiar no debate da agroecologia e dar continuidade na construção do projeto popular para o Brasil.

Em 2011 e em 2012 diversas organizações e movimentos sociais promoveram as edições da Jornada de Agroecologia na região norte do estado, na cidade de Londrina, ressaltando o grande movimento agroecológico, de lutas dos povos contra a mercantilização da vida, comprometendo-se a construir uma nova sociedade, sustentável e capaz de satisfazer as necessidades fundamentais, garantindo os direitos das gerações futuras.

Seguindo em sua caminhada, a construção da 12ª edição teve como palco o centro de formação em agroecologia dos movimentos sociais populares do campo: a Escola Milton Santos.